Pois é, agora saio eu de boné de guerrilheiro comunista, usando J’adore, maquiagem Givenchy…
Lembrancinhas
Trouxe de Bue:
1 – 1 garrafa de Fernet Branca (ainda intocada);
2 – 1 boné do Che (ou melhor, um boné de guerrilheiro comunista);
3 – 1 par de brincos e dois anéis de prata, de um artesão da feira de San Telmo;
4 – 13 livros (11 de arte) e um mini-dicionário;
5 – 1 diário da Tintha Stationary
6 – 1 bloquinho e envelopes artesanais da Papelera Palermo
7 – DVD do filme “El Censor”
8 – 1 Cd do Soda Stereo (tudo bem que é um Best Hits)
9 – 1 cinto de Couro da Peter Kent
10 – Um móbile inspirado no Mondrian
11 – 1 caixa de mate cocido “Cruz de Malta” ( por que gosto de mate; porque sou vascaína; é, amor é assim mesmo :S)
(e, é claro, coisas do Duty Free)
12 – Caixinha de miniaturas Lindt
13 – Kit de limpeza de rosto Clinique
14 – Estojinho de maquiagem Givenchy
15 – J’adore, da Dior (50ml)
Baru’s Choice Awards
Chamei sua atenção? hehe
Lugares para comer em Bue (Buenos Aires para os com speech impediment)
1 – Pane e Vino: A cesta de pães pode até não vir quentinha, mas é deliciosa. Me dói pensar que talvez eu nunca coma aquela lasanha de vegetais de novo!
2 – Las Violetas: Mais pelo ambiente, apesar da comida ser muito boa.
3 – La Biela: Também mais pelo ambiente; nunca vou esquecer do pedaço de Lomo que comi…
O resto dos lugares foi bom, principalmente comer o pãozinho no hotel. Meu deus do céu, todos os restaurantes serviam pãezinhos de couvert, e a maioria sem cobrar. Não comi um asado que me tivesse deixado uma impressão tão forte quanto a comida do Pane e Vino…
Nada de festinhas noturnas
Fiz uma viagem de moça de família. À noite, no máximo jantar fora no Las Violetas.
Ficava mais era no hotel, vendo TV argentina. Tem uma novela bem engraçada chamada Bella & Bestia; uma propaganda de soda excelente (tanto a soda quanto a propaganda); além das estranhíssimas versões dubladas em castellano de novelinhas da Globo.
Alias, o Las Violetas é muito gracinha, tipo uma confeitaria Colombo, só que limpinha. Fomos arrumadas demais porque achamos que o lugar era chique, e o garçon achou uma gracinha. Dicas: O couvert tem um drinquezinho de pomelo que é uma delicia (e é de graça!), e se o banheiro não estiver funcionando, não vá no de baixo. Parece de rodoviária.
Sexy Barrigón*
Os porteños gostam de gordinhas!
Eles são muito charmosos. Parecia parque temático. O sintoma da vaidade masculina naquela cidade é a paridade em números entre lojas de roupas masculinas e femininas.
E o melhor de tudo, eles não são inconvenientes. Muito papinho, mas muito charmoso.
Mesmo com muitas empanadas, vinho mais barato que água, lasagna de verdura, asado e tudo mais, era um tal de abrir portas pra gente entrar, de namoradas ancorando-se em pânico ao namorado ao passarmos…
B.sAs. 1 x 0 BsB
* Essa é uma música do Andrés Calamaro.
Rito de Passagem
A primeira ressaca foi durante o primeiro vôo para o exterior.
Não misturem vinho tinto e caipirinha, vão por mim.
Olha a ironia
Eu recomecei a blogar hoje, e amanhã pela manhã viajo para só voltar no dia 28.
Se você perceber a ironia, explica pra mim.
Ah, e se você foi curioso, nem precisa perguntar: eu estou indo pra Argentina.
Ninguém me entende
O Last.fm insite em colocar entre meus “vizinhos” gente que só curte música japonesa, anime e puchipuchipuchi.
(essa última palavra eu inventei, se você ainda não percebeu.)
Eu gostava muito de música japonesa, novela japonesa, língua japonesa, até de japonês.
Hoje eu gosto de comida japonesa, de duas cantoras e das novelas do Kimura Takuya. Nada contra ninguém, it was a passing fad.
Mas se você olhar na minha lista, quase não tem os nihonjins. (isso existe, é japonês em japonês.) Eu acho injusto não ter ninguém na vizinhança pra chamar de camaradinha que ouve as mesmas coisas que eu.
Aliás, se você acessar a página vai ver que eu não tenho nada a ver com a Betty Suarez.
Agora quero comer empada
Sweeney Todd é muito bom, e nem é nojento.
Eu achava que ser um “musical” tornava o filme bem mais nojento do que ter “cenas de sangue espirrando na câmera”.
Mas acabei achando as músicas lindas, o sangue nojento e o final espetacular.
Uma bela narrativa.
Não é de se admiriar que achem um dedo dentro das tortas, a bitola do moedor de carne era muito grande.
Mas a minha empada, quero de frango e palmito.
O Rei da Espanha era tipo vilão de conto de fadas
Ontem eu me vi de repente solta dos grilhões da responsabilidade auto-imposta. No meio de um pulinho, em que senti meu corpinho levinho para volare, dei-me conta que não sabia mais o que fazer sem culpa.
Aí fui na primeira sessão que encontrei de “Elisabeth: The Golden Age”. Eu amo história britânica, e essa época dos Tudor é a melhor (ah, tentador falar que era “tudo” ou “toda boa”, hein). Espero esse filme desde que foi anunciado.
Bem, ele é bobinho.
Lá pelas tantas, Elisabeth I, depois de muito tempo usar a dama de companhia homônima para emular sua vida desejada porém reprimida veementemente por suas ambições e responsabilidades, chega a um momento chave em que se percebe satisfeita em ser ela mesma. (Não se preocupem, não contei o filme todo, só a parte boa)
Aí a mulher do meu lado fala, “Nossa, ela é feminista, hein?”
Não sei, acho que curti muito mais que a vizinha.