Eita, de novo

Acabei de me tocar que, de novo, sonhei que tinha quebrado o dente. Sempre sonho que meus dentes caem, quebram, algo do gênero.

Que sentido será que tem isso?

Publicado em:  on Março 31, 2008 at 10:17 am Comentários (4)

Tengo abierto el minibar y cerrado el corazón

Prova de que pra ser rebelde, não tem idade!

(e que Andrés Calamaro é meu herói, porque não)

Publicado em:  on Março 30, 2008 at 10:35 pm Deixe um comentário

The great escape

Lendo o finalzinho desse post que faz crítica de uma matéria sobre as razões da perda de espaço de um curso de graduação na GB, me deparei com o seguinte comentário, estranhamente familiar:

I’m quite willing to believe that in the U.K., just as in North America, smaller interdisciplinary departments are under a great deal of pressure from the corporatization of higher education. Which is a real problem, since education isn’t, in fact, a business — nor should it be. But the idea that students are “consumers” and professors are “providing a service” in universities that are supposed to function like diploma mills is a problem that affects the entire university, not just women’s studies. The real problem isn’t moldy old feminists (as if!): It’s old-school anti-intellectualism, trying to reduce the value of education to a simple matter of pounds and pence.

É engraçado ler isso e pensar, “graças a (alguma força superior) pelo ensino superior público no Brasil”. Logo logo, ser uma historiadora da arte livre para ser intelectual sem a pressão por venda de coisas-que-só-fazem-intupir-ralos (e sujar rios, enfeiar a cidade, enfim, fingir que está se fazendo algo de bom por uma pessoa/sociedade, etc), vai acabar. Com todos os problemas que temos, eu ainda me admiro com o fato de existir um aparato político-social-acadêmico que me garanta ensino superior gratuito, com direito a bolsa (por mais que não seja o ideal pra viver, é um bom dinheiro), e ainda a possibilidade de descontos em alimentação e moradia de graça. Sim, pra pessoas de nível superior, tanto quanto pros que passam fome, tem ajuda do governo. Não é pra qualquer um, não é fácil de conseguir, mas dá um alento pensar que ainda existe lugar fora da opressão do mundo corporativo, que transforma tudo numa busca vazia por coisas sem sentido. A vida não é nem perto de perfeita; não dá pra esquecer como a morte está banalizada pela violência e pelo descaso com a saúde pública, por exemplo; mas respiro aliviada de poder morar num lugar assim, em que ainda há espaço pra idealismo.

Publicado em:  on Março 29, 2008 at 10:59 am Comentários (1)

Lá vem o pato

(Pois é, eu gosto de futebol! Estou sonhando com esse gol até agora…Como pode?!)

Publicado em:  on Março 27, 2008 at 3:18 pm Comentários (1)

As proféticas canções da noviça

(Rolf)
You wait little girl
On an empty stage
For fate to turn the light on

Your life little girl
is an empty page
that men will want to write on

(Leisl)
To write on

(Rolf)
You are 16 going on 17
Baby its time to think
Better beware
Be canny and careful
Baby you’re on the brink

You are 16 going on 17
Fellows will fall in line
Eager young lads
And grueways and cads
Will offer you fruit and wine

Totally unprepared are you
To face a world of men
Timid and shy and scared are you
Of things beyond your ken

You need someone
Older and wiser
Telling you what to do
I am 17 going on 18
I’ll take care of you

(Leisl)
I am 16 going on 17
I know that i’m naive
Fellows I meet may tell me I’m sweet
And willingly I believe

I am 16 going on 17 innocent as a rose
Bachelor dandies
Drinkers of brandies
What do I know of those

Totally unprepared am I
To face a world of men
Timid and shy and scared am I
Of things beyond my ken

I need someone
Older and wiser
Telling me what to do
You are 17 going on 18
I’ll depend on you

Publicado em:  on at 11:36 am Deixe um comentário

Da Trilha de Ashes to Ashes

Não me sai da cabeça! Dexy’s Midnight Runners – Geno, a mesma banda de “Come on Eileen”

Publicado em:  on Março 26, 2008 at 8:01 pm Comentários (2)

E o santo, é santo mesmo?

(algo que li na coluna do João Pereira Coutinho na Folha de terça-feira)

“A esquerda advoga uma visão otimista da natureza humana, tal como defendida por Rousseau, o patrono da seita? O mundo reflete precisamente o oposto: cinismo, oportunismo, mesquinhez. E mal, muito mal.”

Olha como ele nem é sutil, chama “a esquerda” de seita. Apesar de gostar muito do que ele escreve, e de como se expressa, não é sem um certo peso na consciência que leio coisas como essa. A parte a seguir me faz mais tranqüila:

“Porque os homens, cedo ou tarde, acabam por abusar: acabam por interferir na conduta privada dos seres humanos, cerceando as liberdades e explorando a ingenuidade alheia.”

O que me faz pensar que não dá pra acreditar em posturas definitivas. Não dá pra se acomodar com uma solução, drástica ou razoável, porque ela muda os parâmetros do problema. Existir sempre vai ser um. Não dá pra dormir depois do sétimo dia.

Publicado em:  on at 11:43 am Deixe um comentário

This is a feminist

Vi isto no Síndrome de Estocolmo e fiquei empolgadaça pra me registrar no site.

Ok, propaganda bonita, ser feminista é ótimo, mas com um site feio desse, eu prefiro ser o sexo frágil.

Publicado em:  on Março 25, 2008 at 7:11 pm Comentários (1)

Mulher feia comemora desaforo*

Na TPM desse mês (a úuunica revista feminina que presta neste país) veio um adesivo-manifesto: “Já passaram a mão na sua bunda hoje?”. É uma campanha pelo direito de ir e vir sem baixarias.

Eu agora que resolvi virar mocinha, com a ajuda da minha maquiagem givenchi (uiuiui), ando percebendo reações bizarríssimas na rua. De garçon gaguejando, homens e mulheres estacando de susto e me encarando com assombro, passando por atendentes ou me pedindo em namoro ou me olhando com cara de “pichipichupichu que bonitiiinha”.

O que é isso, pra onde esse mundo vai? O que mais eu ando falando é, “eu tou ridícula?!”, e as pessoas repondendo, “tá liiiinda!”

Ok, quando eu era barangona todo mundo vinha com essa. Tá linda, tá linda. E eu me achava um estrombo. (nem sei se isso é palavra). Agora eu não suporto ver essas reações de espanto/abobagem: eu logo penso, porra, o que é que eu tenho de mais agora??? Tou tão acostumada a ficar isolada do mundo, que é difícil ter esse ponto de contato. Veja bem, o ponto de contato não é a maquiagem, é a autoconfiança. Sinto que estou me assumindo pro mundo. Me sinto um viado saindo do armário!

Mamãe, eu sou gay bonitinha!

Mas eu transcrevo algumas das reações que eu causo que me deixam mais de cara, porque sinto que são coisas normais, que eu nunca tinha vivido porque tava preocupada demais com coisas demais. Aí na revista vem escrito “por mais comum que seja, ser assediada não é normal. Nem bacana”. Já fui encoxada no metrô, na época da baranguice. Não posso deixar esse assédio virar parte da rotina, seja ele um estacado abismado, seja um velho se esfregando em mim. O mais engraçado é que, afinando a minha intercessão com o mundo, eu ainda preciso calejar um pouco minha personalidade, e sempre achar assédio um abesurdo.

Afinal, que tipo do mundo que se conforma em achar o belo/atraente fora do comum a esse ponto, de ele causar tanto trêlelê? Tinha que ser um, “que bonito, graças a deus ou entidade superior que o o valha, bonito como eu me sinto. Somos todos um, todos bonitos, vamos abraçar uma árvore que a vida é bela…”

*escrevi isso pensando na música do Caju e Castanha, bem babaca, não? Quer dizer, repente atira pra todos os lados, mas tem coisas que não dá pra engolir.

A Turquia é legal, parte 1

Lá tem uma província chamada Batman.

Publicado em:  on at 7:06 pm Deixe um comentário