A repatriada: fase #2

Ok, eu nao falei da fase #1, mas ela ja foi completada: consegui sair da casa dos outros. Quase.

(desculpem a falta de acentos, estou usando um pc gringo)

Fiquei desafiando o frio do Rio, tentando encarar os persistentes 16C como apenas psicolgicamente frios. Bem, o muco empelotado que saia das minhas vias nasais provava  que frio eh frio, ou entao a gripe foi uma expressao somatizada da percepcao psicologica do frio carioca (ou tava frio mesmo).

(desculpem, eu fiz cafe superforte e agora tou estranha)

Bem, eu queria ter feito faxina na minha sede ontem (voces sabem, o apt que tem elevador com porta pornografica), mas achei melhor ficar quietinha. (E curar a gripe). Hoje eu queria comprar os essenciais pra segunda feira, quando chegam a geladeira e a cama: entre elas, uma poltrona (POLTRONENHA, como diria a Juju). Nao tou 100% mas tou me sentindo agoniada demais pra ficar quieta mais um dia.

Ah, a fase #2: emprego. Eu sei que essa geralmente eh a fase #1 pra quem muda de cidade, mas HA, eu sou toda performatica.

Eh, eh o cafe’.

Ok, entao: Se alguem souber da necessidade de tradutora/ interprete ingles-portugues/portugues-ingles; professora de historia da arte (principalmente moderna); professora de ingles; designer gra’fica (editoracao e web), HELLO! Chama eu.

Publicado em:  on Junho 21, 2009 at 11:09 am Comentários (4)
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A mais nova cliente da Light

Hoje eu coloquei meu nome no cadastro de clientes da Light (a companhia de energia do Rio). Sabem porquê? Porque a Barulândia ganhou uma sede.

É aquele apartamento que era perfeito e eu disse que não podia pagar. Minha família fez uma mega força tarefa (está fazendo) e consegui o apt. Hoje assinamos o contrato.

Ele tem tudo: um prédio pequenininho, anos 50, sei lá, no estilo que eu sonhava em morar quando era criança. O elevador tem porta pantográfica, o banheiro tem banheira, a sacada da sala dá vista pro morro (sem favela).

Vou viver no estilo racionamento de guerra por uns tempos, mas estou tão feliz. Eu nem imaginava que estaria nessa situação. E tudo porque eu resolvi contrariar meu instinto e “bom senso”.

É meio aquela música do Legião: na segunda chega a cama e a geladeira; na quarta chega o fogão…

Publicado em:  on Junho 19, 2009 at 11:44 pm Comentários (5)
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Sorria, você não está na Bahia

Meu artigo foi aprovado para apresentação num encontro de pesquisadores chiquezinho. Ano passado tinham me esnobado. Olha o Murphy aí: o do ano passado foi em Floripa, onde eu tenho parentes; o de agora é na Bahia (onde não tenho). Humpf. Além de pensar como vai ser caro ir pra lá, não estou muito feliz em ir porque eu odeio. Odeio Bahia, bahiano, só gosto da comida e se a natureza foi irritante feito a de Porto Seguro e Arraial d”ajuda, desconfio que vou odiar tudo.

Por outro lado, aparentemente é a Bahia que me acolheu. É a minha primeira apresentação para uma platéia de maioria de outros teóricos, críticos e historiadores da arte. Isso faz bem pro ego, mas também dá uma certa apreensão.  Não estou mais ligada a nenhum programa, estou formada. Ou seja, estou on my own.  Vai ficar ótimo no meu curriculo; vou conhecer outros patinhos feios feito eu, e fazer contatos intelectuais e profissionais.

Ah, e de Goiânia veio a notícia que meu artigo do ano passado (que apresentei lá), não está só nos anais do evento; foi pra revista do programa de pós. Minha primeira publicação em periódico :)

Ah. Essa parada de “sorria, vc não está na Bahia” é uma coisa que a minha mãe fala. Ela também fala “Uca não!” quando vê um carro com somzão alto, estilo “tijucano”, como ela fala. Se vocês forem acusar alguém de bairrismo, apontem pra ela.

Publicado em:  on Junho 17, 2009 at 10:15 am Comentários (7)
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MISC

Assunto#1

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Assunto #2

Eu odeio a PUC

Assunto #3

Obrigada ao Nei pela indicação.

Assunto #4

Cabo

Publicado em:  on Junho 16, 2009 at 11:49 pm Comentários (1)
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O filme do Japa que é violoncelista e muda de emprego

O filme que o Nei falou é exatamente o que eu vi e que me deixou toda engasgada. Ouvi soluços desconcertantes no cinema. Chama-se “A Partida” (eu cismei que era “A Passagem”) e ganhou Oscar.  Na hora de receber o prêmio o diretor (eu acho) fez a gracinha de dizer “domo arigato mr. roboto”, que nem na música.

Eu adorei o filme. Ao sair, minha tia já foi falando que odiou, achou piegas. Realmente, ele começa com um humor negro e lá pelo meio fica mais sentimental. A trilha sonora é meio comercial de margarina. Segundo minha tia, parecia enlatado pra fazer americano chorar.

Mas eu contei pra ela que tinha visto outras coisas no filme. Fiquei uns 5 minutos explicando. Talvez mais. No final, ela me olhou com um sorrizinho que eu identifico como “que fofinha minha sobrinha”, e eu imaginei que tivesse falado algo poliana, deixei pra lá.

Hoje ela me disse que foi atrás de várias críticas sobre esse filme e nenhuma falava das coisas que eu interpretei. Então eu fui falando que eu tinha identificado coisas de fenomenologia, sinestesia, semiótica plástica. Coisas sobre as quais li durante o mestrado mas que pra minha orientadora eu não tinha a menor autonomia pra falar. (E não tenho mesmo). Eu penso muito essas coisas mas como acho que ou é banal demais e todo mundo vê isso, ou ninguém vê e é idiotice mesmo, só falo delas com essa minha tia. Ela faz essa cara de “bobrinha fofinha”, mas pelo menos gosta de bater uma bolinha filosófica. Segundo ela, eu devia escrever o que falei, porque estava muito bom.

Acho que vou começar sim, mas não vou publicar aqui. Vou tentar me levar mais a sério e escrever em forma de artigo. Tudo isso porque o Rio de Janeiro é lindo, mas em São Paulo tem comida étnica maravilhosa. (E se…eu tentasse ir pra SP?Plano a longo prazo, mas mais realista que ir pro exterior.)

Publicado em:  on Junho 14, 2009 at 11:22 pm Comentários (6)
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Um lugar

Ando pensando muito, até porque eu penso melhor quando estou andando pela cidade.

A cada dia eu acabo retornando à conclusão que o mundo todo é muito igual. Não tem pra onde fugir pra ter a vida ideal. Em todo lugar se discutem as mesmas angústias.

O fato de o lugar parecer melhor ou pior tem tudo a ver com seu estado de espírito.

Estou aqui na minha terra natal, em que nasci por acidente (ou destino?) e me sinto mais real. É assustador, mas confortável. É estar em casa, mas estar na rua. Ter lugar e não ter.

Pra melhorar, só tendo restaurantes melhores! (Às vezes dá vontade de comer uma comida japonesa sem hype, do tipo soba, coisa e tal, e aqui só tem o tal do temaki bizarro. E se você fica querendo comida indiana, vai dormir triste.)

Eu mais amo que odeio. Tem muito a ver com o fato de eu ter com quem conversar. Até que eu não tenha mais…

Vida na cidade

23:30 no relógio da rua, me entram uns 10 jovens arruaceiros bêbados tiradores de foto no 583 que eu tinha pegado pra voltar pra “casa”. Tá um frio de 17 graus e eu estou com um casaco muito fino. Depois de um dia inteiro na rua, que incluiu chorar durante um filme japonês, minha maquiagem estava desaparecendo e levando junto minha auto confiança.

Eis que um dos tiradores de foto, lata de Skol em riste, senta-se ao meu lado. Lá vem. Ah, foi embora. Ih, voltou. Me deixa com o Faith no More cara, Skol não. Não, sério, não me oferece. Ok, ofereceu. Não. Isso, leva numa boa. Eu bem que queria dizer sim, mas comofas? Skol babada de desconhecido. SKOL. Tudo tem limite.

A turba desceu em pandemônio na General Osório, e eu fui olhando e pensando, como será ter um monte de amigos bêbados e fedidos levando você de bar em bar? Logo depois comecei a pensar em como seria bom se o CCBB deixasse eu passar o domingo lá, lendo. Mas eles só deixam ler os livros deles. Continuei num frio desgraçado.

Publicado em:  on at 12:40 am Comentários (2)
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Cariocas são engraçados #1

Na bilheteria do Laura Alvim:

Pseudo-brasiliense: “Oi, que filme que tá começando agora?”

Caixa Carioca: “Fora o Bundapeste, só esses da tela”

Hahahahaha

Pior que no final o filme era uma Bundapeste mesmo.

Publicado em:  on Junho 12, 2009 at 2:17 pm Comentários (1)

Wrong duarte.bp

É muito raro, mas acontece. Recebi mais um email de um português que queria se comunicar com um homônimo meu.

lê-se:

Estás a ficar madurinho. O mais importante é a juventude mental e aí estás bem. Esperamos que passes um óptimo dia de aniversário e goses em cheio com a  melhor companhia (Joana, Ivo, João e EVA, sem esquecer o Nico).
Votos de muitas felicidades e tudo de BOM
Beijos da mãe e do pai.
Haha, otário, vai ficar sem o email de aniversário dos pais.
Sim, estou muito amarga. Concordo.

Standby

Em resposta ao Daniel, claro que eu esperava resolver tudo em uma semana. Na verdade, a semana pra mim pareceu um mês. Torturante!

Enquanto fico em standby, percebi as seguintes coisas no Rio:

#1 Existe um carro do metrô que, durante a hora do Rush, é reservado para mulheres.

#2 Assumo que isso tenha sido acordado entre as autoridades porque o que uma vez aconteceu comigo acontece muito.

#3 Vocês sabem, um homem ereto (pun intended) numa proximidade insistente e pouco católica no meio de um trem lotado.

#4 Pois hoje na frente desse vagão haviam dois seguranças (homens) assegurando que no vagão não entrassem homens potencialmente eretos, insistentes e pouco católicos.

#5  Isso aconteceu só na direção Zona Norte.

#6 Na direção Zona Sul não havia seguranças.

#7 Na direção Zona Norte não haviam homens no vagão anti-misóginos, ao contrário da direção Zona Sul.

#8 A direção Zona Sul recebe de bom grado misóginos de todas as idades e profissões.

#9 Tanto é que uma moça ofereceu o assento em que estava (aqueles reservados para a terceira idade) para um senhor da terceira idade e ele recusou, dizendo que era o carro das mulheres.

#10 Os outros misóginos todos não ficaram constrangidos, o que me faz chegar à seguinte conclusão:

#11 Pessoas gostam mais de cachorros, mas usam a palavra “cachorro” para xingar; não gostam de gatos, mas usam a palavra “gato” para elogiar.

#12 E agora o Daniel vai rir à beça da amiga dele que é toda caótica.