Murphy meu rei

Esse post é à lá Daniel:

Hoje eu descobri que o Bento Ribeiro mora no meu bairro. Já imaginei que eu poderia sequestrá-lo, ele desenvolveria síndrome de estocolmo e seríamos felizes para sempre.

Tô com saudade da Aretha

Tô com saudade da Aretha

Quer dizer, vejam o pedigree do cara. Vale muito a pena. Ele diz que casar é pra quem tem medo de morrer só; já chegou a pesar 140kg (e eu 90kg, acho que dá na mesma, eu sou baixinha), coleciona quadrinhos (ou seja, nerd), e só usa calça jeans (pra ser mais parecido comigo, era só usar saias curtas demais). É quase um Jimmy Fallon, se ele fosse filho do João Ubaldo.(E se esse gato siamês da foto for dele, mais um motivo)

Homem engraçado + Bicho peludo #2

Homem engraçado + Bicho peludo #2

Mas é claro, hoje, quando eu estava lavando o banheiro, quem me aparece trocando de roupa na janela em frente?

Not Bento!

Eu vi os peitos da vizinha hoje. Nunca mais eu abro essa merda dessa janela.

Jogaácido

Publicado em:  on Julho 27, 2009 at 5:51 pm Comentários (3)
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Anti-Intellectualism

Hoje me lembrei desse vídeo ótimo do Ze Frank. (vejam, por favor!)

Tenho a maior empatia pela frustração do Ze Frank. Eu também sei o que é fazer um post e receber um comentário irritante. Isso porque, por trás da minha escrita aqui, existem alguns fatos:

Fato #1 Eu tenho mil coisas na cabeça o tempo todo. O TEMPO TODO. Qualquer coisa é estímulo pra eu pensar alguma coisa. Quase nunca eu penso por meio de linguagem verbal. Eu penso visualmente. Quando eu desenvolvo um pensamento verbal, é através de escrita e de conversa. Eu gosto de escrever, de caminhar por aí, de tirar fotos, de desenhar, de conversar, porque ajuda a desembaraçar meus pensamentos. Mas sou uma pessoa visual. E como é o que mais ocupa a minha cabeça, eu gosto de um silêncio. Bem, na verdade, é mais uma “não presença dos outros”, o que me leva ao

Fato #2 Eu tenho empatia. Se uma pessoa perto de mim está desconfortável, eu fico desconfortável. Se está irritada, eu fico irritada. Se está triste, eu fico triste. Tanto que sou capaz de me anular. Eu acabo somando às coisas que andam embaraçando meu pensamento outras tantas que sou completamente incapaz de resolver. É bom ser assim quando você encontra uma pessoa que também tem empatia pelos outros, assim, você não se sente mastigada e jogada fora. Pessoas assim não nascem em árvore.

Assim, quando eu vejo um filme, eu não estou dando uma de sabichona ao começar a falar de como identifiquei isso ou aquilo. Quando vejo um filme, eu vejo o filme, cada segundo, cada expressão: filme é visual, silencioso, plano. Acho ótimo pra me ajudar a organizar a cabeça. Sempre que depois de um filme eu tenho alguém com quem falar sobre ele, desenvolvo um monte de idéias verbais. Então filmes, obras de arte, caminhadas pelas ruas, pela praia, tudo isso me ajuda a organizar minha cabeça pra que, quando eu vá falar ou escrever, eu possa realmente externalizar o emaranhado da minha cabeça e ficar em paz. Sentir que faço parte do mundo. Se não faço isso, fica tudo dentro, sem que nada meu tenha contato com o de fora.

Pessoas já não te dão essa chance. E eu prefiro pessoas. Conviver com pessoas te dá instantaneamente essa sensação de estar completa: não ser só interior mas também exterior. O problema é achar pessoas que não entendam como eu funciono e acreditem que eu sou reservada e observadora porque:

#1 Sou esnobe

#2 Sou metida

#3 Minha vida é fácil e eu sempre tive tudo na boca, com colher de ouro

#4 Não sei o que é sofrer

#5 Não mereço o que tenho

#6 Complico demais a vida

#7 Penso demais

#8 Sou boring e certinha

#9 Sofro à toa

#10 Sou frágil

E coisa e tal.

Eu sei que tem gente que curte ficar de bobeira, vendo filme só pra ter pra onde olhar enquanto come pipoca. Tem gente que acha essencial ter razão. Tem gente que acha que só vai ser amado se for o melhor do mundo. Cada um no seu quadrado. Não acho bom nem ruim.

Eu só acredito que existem algumas pessoas que amam a gente pelo que a gente é, e ficam felizes que a gente insiste em ser a gente mesmo.

PS: Foi mal pelo gente gente gente. É meu anti-intelectualismo. (alarme de ironia, beep)

Publicado em:  on Julho 22, 2009 at 2:41 pm Comentários (5)
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Duas gringas

“Biscoito GLOBO! Lá de onde vocês vêm não tem!”

Lá de onde vocês vem, como, cara-pálida? Copacabana?

Foi assim que eu e a Hiroko fomos recepcionadas ao chegar no Arpoador. Levei a Hiroko pra caminhar pelo Rio de Janeiro e o que mais se repetiu foi a cena do vendedor de rua achando que a gente era gringa. Teve desde o cara do castelo de areia falando “take a picture, baby!” pra mim, até o mendigo passar pela Hiroko cantando aquela linda cantiga popular, “arigatôoooo…arigatôooooo”…

A Hiroko, é fato, amplifica meu ímã de malucos.

Culminou no dia que íamos entrando no portão do meu prédio e me pára um sujeito um tanto quanto perturbado, envelope na mão escrito “UERJ” e outras coisas que não consegui ler, tentando fazer algo o qual ainda não pude identificar:

Sujeito doido: “Oi, Olha, SUPOSTAMENTE, eu tenho que entregar esse envelope aqui, que SUPOSTAMENTE, tem que ser hoje, para um cara que mora aqui, não sei se você conhece Fulano?” (tudo muito rápido, alternando olhar para o envelope, no qual caiam respingos da chuva que se pronunciava, e enfiando o envelope embaixo do casaco, e tirando, e olhando, ad infinitum ad nauseum)

Happy go lucky B. : Não, não conheeeeço…(parecendo muito compreensiva enquanto pensava em todos os desfechos possíveis da trama: seria uma bomba? uma carta-denúncia? um dossiê comprometedor que terminaria por ser o estopim do suicídio do misterioso Fulano?)

Camarada instável: Ele tem olho azul (aponta pro olho), baaaarba (aponta pra onde, num homem adulto, poderia ser encotrada uma barba)

Happy Go lucky B.: Não, não. (ainda pensando)

Tudo se desenrolou calmamente (tirando pela disposição do rapaz amalucado) perante os olhos da Hiroko, que pensava, nossa, como minha amiga é compreensiva!

Pois bem, dona Hiroka, todo mundo acha que a gente não é desse mundo, talvez estejam certos. Mas esse aqui é bem bonito. Bom fim de semana esse, né?

Publicado em:  on Julho 20, 2009 at 9:04 pm Comentários (5)
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Morar sozinho (a)

Quando você mora sozinho, você pode fazer todo tipo de coisa perigosa/socialmente condenável:

# Cozinhar pelado

# Beber direto da garrafa

# Usar o banheiro com a porta aberta

# Double dip

# Comer algo que caiu no chão

Eu, uma lady, não faço nada disso.  Você não tem provas. Eu quero meu advogado.

Publicado em:  on Julho 14, 2009 at 10:53 pm Comentários (6)
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A batedeira parte dois

Ok, minha mãe mandou corrigir: ela ficou na cama 45 dias fazendo tapetinhos, e não um mês.

Ah, e a batedeira é 220w, ficou lá na Savana.

Publicado em:  on at 10:46 pm Deixe um comentário
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Memórias soltas

Lembrei de umas coisas da Obamaland

#Faggot

Num bar, um cara soube que eu era do Brasil e pediu: porfavorpeloamor de deus eu gosto de saber como fala faggot em todas as línguas me diz como é faggot no Brasil. Eu sou legal, respondi: Viado! E ficou aquela gringaiada repetindo “viado” na mesa. Good times. Eu bebi uma cerveja e perdi o rumo, tava tentando não pagar mico, então fiquei mega introspectiva. Aí me convidaram pra um jogo de dardos. Eu jogava tudo pro chão. Nego foi simpático. Mas ficaram meio de cara. Naquela noite, a gringaiada aprendeu “viado”, e “baru é uma menina peculiar”.

#Drinks

Eu saí com a minha frenemy francesa pra ver um stand up na broadway. Broadway altura da 103rd não é a que vocês conhecem, aquela é a times square. Não tinha show no dia. A gente pediu uns martinis, custaram meu olho esquerdo e o direito da francesa, não tinha olive, a gente não levou cantada, tomamos um, passamos frio na rua, the end. Americanos são decepcionantes. Soube de duas canadenses que isso aconteceu com elas também.  A única coisa boa do dia delas foi que o bartender ficou com pena e pagou um drink pra elas. Cadê aquela parada de roofie e rupinol, eu fiquei deveras decepcionada.

#Drinks 2

Um cara me ofereceu um white russian e eu disse sim, pq o Moss sempre pede white russian. Eu tomei dois e o cara perguntou se eu tava wasted. Eu falei que sim. “Do something awesome!” disse ele, todo feliz. Eu levantei e dei um passo, caí de cara no chão. Não conseguia levantar. “You’re fucking kidding me.” Eu não sou uma bêbada sagaz. Hum, essa história fica mais bizarra, vou parar por aqui.

Eu acho que o cara só tacou bebida barata e leite e chamou de white russian.

#cabo

PS: Deus fez domingo chuvoso na Sin City pra você ficar postando no seu blog sem parar.

O mistério

Me digam, o que é isso?

Me digam, o que é isso?

Publicado em:  on at 3:25 pm Comentários (4)
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Totally looks like

Robert Plant

Robert Plant

Minino do Sorbete

Minino do Sorbete

Me, myself and I

Voltei pra casa definitivamente na terça-feira. Não faz uma semana ainda, mas minha vida sozinha tem sido assim:

#1 A caçadora de ovos de traça

Passo um tempão vistoriando a casa à procura dos ovos. Eu cato, jogo num copo de vidro, taco fogo. Divertidão. Tudo pra não ter que recorrer às moth balls malditas. COF COF Naftalina! Eu tenho meio pânico de velhice, mais do que tudo porque tenho essa sensação horrível de que não fiz nada na vida – ou melhor, que sempre fui responsável demais, nunca fui “jovem” – e naftalina me dá mó sensação de velhice. Tem um lar de velhinhos aqui há uns 2 metros da minha janela, não ajuda nada a curar minha aflição.

#2 Pinguça

Eu tou no maior esquema de racionamento de guerra, já que ainda não arranjei emprego. Ontem eu voltei de um filme denso, e como já ando com as costas todas travadas de tensão, achei que merecia tomar uma cerveja que meu tio me deu. Lembro de ter conversado no msn com alguém, de ter arrumado a cama e ter ido dormir. Hoje eu acordei e tinha livro pelo chão, a minha roupa tava na sala. Eu não lembro de ter feito essa bagunça. Só conseguia pensar, pôoo meu biscoito importado, eu comi tuuudo! (presente de uma tia). Parabéns, Bárbara, você fica troncha tomando 335ml de cerveja preta. Well done.

#3 Miss roupa amassada

Eu não tenho lava-roupas nem ferro. Levei 6kg de roupa suja pra casa de uma tia que mora em outro bairro, trouxe de volta. A roupa tá uma droga. Eles usam água quente e não usam amaciante. Eu juro que fiquei super triste.

#4 Miss bombeiros

Ontem tava atravessando a rua na frente do corpo de bombeiros, pra chegar no metrô, e uma tia falou, ó, é perigoso atravessar aqui! E eu disse, não tem problema, os bombeiros estão bem aqui! Sim, o plano é esse, if you catch my drift.

#5 Cariocas

Em NY ninguém se trombava, mas também, sendo inverno, desconfio que aquilo não era o trânsito normal de pessoas. Mas eu lembro que o carioca era considerado um dos mais gente-boa do mundo. Alguém avisa que gente-boa não tromba nas pessoas. Eu não sei quantos olhares feios eu já vi de velhinhas no supermercado. Minha senhora, eu não sou de outra dimensão. Dois corpos não ocupam o mesmo espaço. Sua cara feia não vai quebrar as leis da física.

#6 Choque estético

A cada esquina tem uma coisa linda. Um morro, um pedaço do céu, do mar, da praia, um prédio, algo assim. Você até esquece os mendigos, a sujeira, as velhinhas sem loção do supermercado.

Publicado em:  on at 1:38 pm Comentários (4)
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An unusual turn of events

Eu estou aqui na Savana para o casamento de um primo, aliás, de um não, do meu primo preferido. Aqui em casa sempre fomos mais reservados, sempre fomos um time pequeno: eu, minha mãe e meu irmão. Mas esse primo tinha até a chave daqui de casa da casa da minha mãe.

Ele passou num concurso público e está morando na Sin City, feito eu. Aliás, eu tinha até contando em ficar acampando na casa dele até me arranjar. Mas não deu. A namorada insistiu que era hora de casar. Sem gravidez nem nada, teve um casamento relâmpago. A gente ficou meio chateado com a pressa. Afinal, casamento é sempre mais pra mulher do que pra homem. Me chamem de romântica, mas acho que a afetação toda só é importante pras mulheres. O homem está mais feliz é de assinar aqueles papéis todos e ficar com a mulher que ama. As vezes parece que a mulher só quer é o vestido, o dia de noiva no salão, o color scheme perfeito, os bem-casados, a dama de honra jogando flores. Bem, foi assim que a gente achou que ia ser (a gente, leia-se: a família D.) E parecia que ia ser assim mesmo. A noiva fica escondida até a hora da música manjada (que é a daquele casal famoso que comete duplo suicídio no final, não é?), e tudo que pude ver foi meu primo. Qualquer um diria que era o dia mais feliz da vida dele (até então). Ele ficou brincando que tava feliz de eu estar lá, por que era legal ter uma atriz oscarizada no casamento (segundo ele, meu cabelo pixie me deixou a cara da Halle Berry; não é pra ser o primo preferido? Eu tenho 20 e só ele fala essas coisas). Fiquei aliviada, porque dava pra ver que ele tava lá porque queria. Tem muito cara que fica espalhando pros outros o ressentimento que tem com as companheiras ao invés de confrontá-las. Mas todo mundo via que ele estava lá pra casar com a mulher que amava.

Sobrava a noiva. Pra quê a pressa? Era só pra adiantar o vestido, o dia de noiva no salão, aquela coisa toda? E então, no meio da cerimônia civil, ouvimos a juíza falar o novo nome da noiva, acrescido do D. no final.

Pasmem. Eu pessoalmente acho sem sentido. Mas ninguém esperava. Todo mundo achava que ela estava fazendo por ela mesma. Mas ela pegou o nome do meu primo. Pegou o nosso nome. Num cantinho, uns tios falaram, YES! Porque a família já não é grande o suficiente, né? Não sei porque, mas essa atitude me fez acreditar que eles serão felizes. Vestido, dia de noiva no salão e tudo mais, mas agora eles eram um time.

E como diria o sábio cersibon, cabo.

Publicado em:  on Julho 5, 2009 at 4:14 pm Deixe um comentário
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