Ontem minha tia veio aqui fazer uma visita e trouxe uma amiga. Eu achei tranquilo isso, até porque há 3 anos atrás, eu fui na casa dessa amiga e tudo. Reciprocidade, certo? Na verdade eu não convido qualquer um pra minha casa, mas se ligarem pedindo pra vir, eu não sei dizer “não vou estar”, ou qualquer desculpa do tipo. Recebo, ofereço água, café, o que tiver.
Pois a amiga veio e aprovou o meu apartamento, disse que estava estiloso. Ao ver a cozinha, disse, ah, é boa, cabe fogão, você não vai cozinhar muito mesmo…
- Não, eu cozinho. Cozinho todos os dias, adoro cozinhar.
Corta para a cara de espanto #1 da visita. Outras caras de espanto se seguiram, e eu devia ter prestado mais atenção.
Nota mental: Porquê as pessoas assumem que eu não gostaria de cozinhar?
Depois, sentada no meu sofá, ela continua: aprova que eu não tenha TV.
Nota mental: Porquê ela tá achando que eu não tenho TV? Eu tenho um computador, vejo bobagem nele todo dia. Não ter TV não é nenhum veganismo intelectual da minha parte.
Daí começamos a conversar sobre cultura e tudo mais, e quando falamos de cinema, ela vai citando que fez cursos na Casa do Saber e tal, dá o pedigree do professor, mas nenhuma idéia própria. É um perigo isso pra mim, porque eu me empolgo a falar e a pessoa fica sempre surpresa. Eu não posso dizer onde li isso porque eu que pensei, é condensação de experiência e não nota taquigráfica. Não acho nada de mais querer ser diletante, as pessoas que tem curiosidade e querem matá-la estão no seu direito. Mas fatalmente acabo dando uma de professora. Eu sei que ofende. Eu devia ter me controlado mais. Mas é muito difícil ouvir alguém falando algo e esperar que eu concorde. Na minha cabeça, uma conversa se dá com: uma pessoa fala, a outra também, as idéias se encontram no ar e vão virando outras coisas. Isso de falar esperando que alguém concorde é, pra mim, reservado para momentos cersibon entre eu e a Juju.
Mas a moça foi me deixando falar e dando corda e tal, e eu me descontrolei. Fiquei pensando lá no fundo, nossa, será que lá vem o comentário passivo agressivo? Claro que sim, é o eterno retorno! (piada intelectualesca, ignorem)
“Poxa Bárbara, na sua idade não deve ter ninguém assim que nem você, você nem deve ter muitos amigos! Deve todo mundo te achar uma esnobe quando você começa a falar essas coisas. Deve todo mundo te achar um ET! Que bom que você tá tentando o doutorado, é a sua cara mesmo!”
Vou programar um choque pra toda vez que eu começar a falar feito professora.
Achei teu blog no comentário do blog da LuRussa. Também adoro Amy MacDonald e gostei do jeito como escreve no seu blog.
Bjos, Jú
http://oqueeuvejoagora.blogspot.com
Achei teu blog no comentário do blog da LuRussa. Também adoro Amy MacDonald e gostei do jeito como escreve no seu blog.
Bjos, Jú
Putz, se nao entende ETs, nao eh amigo.
Tom professoral eh o carvalho, eh so um vocabulario com mais paginas, blondee.
Eu tambem cozinho, para minha esposa, para o pessoal, para quem duvidar e para quem quer provar.
Gente estranha essa que so come congelados. E mentem, creia.
Todo mundo tem uma coisa com tv mesmo. Mas tem tv.
Besos!
Eu bem que queria gostar de cozinhar…
Eu falaria pra ela: APAPORRA, e feche a porta quando sair. Eu hein, que comentários pra se fazer DENTRO da casa da pessoa. Coisa mais feia
Tem gente que, definitivamente, não sabe fazer elogios.
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK não sei se fico rindo ou chorando… acho que rir mesmo….hahahahahahahahh.** Eu concordo =D Bah! baru…. essa aih é a rainha do elogio…
Aaaaaaaaaaaaaaaaffe!!!!!!
Qdo a gente pensa q já viu/ouviu de tudo, sempre tem algo q deixa tudo pra trás ser fichinha!
Uia… Imagina, se eu tivesse aí, acho q teria feito aquela cara q nem ia conseguir disfarçar….
joga ácido nela pô!