Eu ia sair mas acabei de matar uma traça.
Ando combatendo traças desde que cheguei a esse apartamento, e observo o comportamento delas desde então. No começo eu achei que sugá-las com o aspirador de pó bastava, mas o aspirador não era meu, tive que devolver. Pensei em jogá-las no lixo ou na privada, mas fui avisada que elas não morrem assim, vão para a natureza e possivelmente, voltarão.
Aliás parece que cada uma joga mil ovos na natureza, é uma praga mesmo.
Então me aconselharam queimá-las. O problema é a logística da queima. Fico constrangida em admitir que a erradicação das traças está ocorrendo de forma calculada e fria, num esquema meio nazi.
Eu as acumulo em um potinho com álcool, até bolar um plano melhor.
(tem muito mais agora)
E hoje eu matei uma traça na sua versão alada. As que eu pego ainda estão num casulo. Elas são umas minhoquinhas que vão subindo a parede até encontrar um lugar pra poder virar a versão alada. O casulo protege elas de tudo, tudo. E o ambiente ao redor for adverso, elas ficam num estado latente até que as coisas melhorem. São frágeis e tem que carregar aquela casinha pra onde forem. Mas estão protegidas. Tudo pra um dia virarem uma versão alada.
Só que a versão alada é meio lerda. Você mata elas muito facilmente, elas são moles e não tem os reflexos de uma drosófila ou uma mosca comum. Agora mesmo, essa traça toda frágil pereceu pela força do meu rodinho de pia.
Mas ela podia voar.
Muita inveja dessa devoradora de livros, pqp.

