Virando Habituê

Graças ao Universo a Eri me chamou pra outra balada. Assim eu tenho assunto pra blog.

Sim, porque esses causos não dão pra serem contados em 140 caracteres ou menos.

Estavam lá, de novo, nossos amiguinhos, Silvio Santos e Hiro Nakamura.

Mas dessa vez, teve participação especial da Cássia Eller, Gretchen e Dr. Silvana.

Ok, claro que a Cássia não estava lá, mas uma mulher muito alterada alcolicamente estava, e fazia questão de subir no palco pra cantar. Era noite de karaoke com banda, só músicas dos anos 80. Da primeira vez, ela subiu para cantar “Toda Forma de Amor”, do Lulu Santos, mas ficou falando que não conhecia a música – quem é que não conhece essa música, meu deus? Aí o tecladista adorou e ficou falando isso em quase todas as músicas.

Ah, e a Gretchen era A Gretchen, a verdadeira, conga-la-conga e tudo. I was starstuck. E o Dr. Silvana tb, eu acho. Nunca tinha ouvido falar.

E, claro, novamente, tiveram que nos expulsar da festa. Eri Super Trooper não arredava o pé. Até o segurança veio perguntar “Desculpe, senhoras, quando vocês vão embora?” Já tinham acendido a luz e desmontado o palco, eu não conseguia sair da cadeira onde estava, e a Eri na maior energia.

Claro que no dia seguinte eu estava morta de cansada, e comecei a ter dor no estômago. Gastrite! Olá amiga, quanto tempo! Estou aqui dobrada em dois com as pontadas que recebo do meu enemy within, meu strombo. Passar mal é chato, mas passar mal sozinha é foda viu. Ter que eu mesma sair às 22h pra comprar remédios, não poder fazer manha e ter que arrumar a casa pras visitas que terei hoje.

E dia 26 tem mais, mas sei lá, viu… Só se a Eri me levar!

Publicado em:  on Dezembro 13, 2009 at 12:02 pm Comentários (3)
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Cylons, Torradeiras e essas coisas

I’m going full nerd, don’t try to stop me!

Vamos ver se esse ano termina melhor do que começou…

Ah, é, foi meu aniversário na quinta passada. Parabéns aos envolvidos.

Publicado em:  on Novembro 30, 2009 at 11:24 pm Comentários (6)
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Resilience

Eu ia sair mas acabei de matar uma traça.

Ando combatendo traças desde que cheguei a esse apartamento, e observo o comportamento delas desde então. No começo eu achei que sugá-las com o aspirador de pó bastava, mas o aspirador não era meu, tive que devolver. Pensei em jogá-las no lixo ou na privada, mas fui avisada que elas não morrem assim, vão para a natureza e possivelmente, voltarão.

Aliás parece que cada uma joga mil ovos na natureza, é uma praga mesmo.

Então me aconselharam queimá-las. O problema é a logística da queima. Fico constrangida em admitir que a erradicação das traças está ocorrendo de forma calculada e fria, num esquema meio nazi.

Eu as acumulo em um potinho com álcool, até bolar um plano melhor.

you know how I know you're gross?

(tem muito mais agora)

E hoje eu matei uma traça na sua versão alada. As que eu pego ainda estão num casulo. Elas são umas minhoquinhas que vão subindo a parede até encontrar um lugar pra poder virar a versão alada. O casulo protege elas de tudo, tudo. E o ambiente ao redor for adverso, elas ficam num estado latente até que as coisas melhorem. São frágeis e tem que carregar aquela casinha pra onde forem. Mas estão protegidas. Tudo pra um dia virarem uma versão alada.

Só que a versão alada é meio lerda. Você mata elas muito facilmente, elas são moles e não tem os reflexos de uma drosófila ou uma mosca comum. Agora mesmo, essa traça toda frágil pereceu pela força do meu rodinho de pia.

Mas ela podia voar.

Muita inveja dessa devoradora de livros, pqp.

Publicado em:  on Novembro 23, 2009 at 11:42 am Comentários (6)
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We have a winner!

Talita nem começa a frequentar a casa e já acerta no alvo.

Sim, provavelmente é algum ataque gástrico por motivos emocionais. O detonador foi voltar à Brasília.

Depois de meses aqui trancada e refém de moletons e meinhas, agora faz calor no Rio. Eu espalhei mini-pôsteres do Klimt pela sala também.

Agora vai, assim é mais fácil ser feliz.

Publicado em:  on Setembro 8, 2009 at 11:44 am Comentários (3)
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Os burgueses de calais, o met, segunda noite de insônia

Estou aqui na minha segunda noite de insônia. Bem quando finalmente acabou meu writer’s block e I was on a roll, on fire e tudo mais, escrevendo de montão. Ontem fiquei insone e impraticável de manhã: de noite bateu uma ventania sinistra e o papel que eu colei na janela pra me proteger da vizinha exibicionista ficou batendo tatatatatattatatatatatatatata a noite toda. TODA. E quando eu resolvi tomar um remédio pra dormir resolveram resumir os trabalhos numa obra aqui por perto. Ah, uma não, tem umas 3 ou 4. Eu fui dormir mais cedo novamente, e aí acordo 1h depois com uma cólica monstruosa. Resolvi tomar mais alguns remédios e, como essa merda não faz efeito instantâneo, estou aqui. Assim que abri meu computador, dei de cara com essa foto que coloquei de papel de parede:

Les Bourgeois de Calais, de Rodin, no MET

Les Bourgeois de Calais, de Rodin, no MET

Na hora comecei a pensar:

Esse cara tá com cólica. Olha a cara. Olha a posição da mão. Eu queria ter uma corda pra ficar torcendo assim. O cara de trás tb tá com dor. É, é um desespero

Esse camarada tá com cólica. Olha a cara. Olha a posição da mão. Eu queria ter uma corda pra ficar torcendo assim. O cara de trás tb tá com dor. É, é um desespero

Essa também sabe o que eu tou sentindo.

Essa também sabe o que eu tou sentindo.

Essa também. Está pronta pra pular do precipício. Se eu pudesse eu pulava também. Que lindo, a arte imita a vida!

Essa também. Está pronta pra pular do precipício. Se eu pudesse eu pulava também. Que lindo, a arte imita a vida!

Eu tenho pena da menininha. Ela vai ter cólica um dia. :(

Eu tenho pena da menininha. Ela vai ter cólica um dia. :(

Esse filho da puta nunca vai ter cólica. Lucky son of a bitch.

Esse filho da puta nunca vai ter cólica. Lucky son of a bitch.

Essa foto eu tirei no Metropolitan Museum em Nova Iorque. Estou com raiva do enquadramento. Eu fiquei com medo de acharem que eu era uma pervertida tirando foto das quiança. Era muito fofinho elas em volta dessa escultura, desenhando. Aliás essa escultura é muito legal, a história que inspirou ela, mais legal ainda. Mas eu não vou contar, estou a um segundo de mandar vocês tomarem naquele lugar. Yeah, fuck you bitch, I gots mentrual cramps.

Eu tou vendo Chapelle Show demais.

Publicado em:  on Agosto 19, 2009 at 12:52 am Comentários (7)
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An unusual turn of events

Eu estou aqui na Savana para o casamento de um primo, aliás, de um não, do meu primo preferido. Aqui em casa sempre fomos mais reservados, sempre fomos um time pequeno: eu, minha mãe e meu irmão. Mas esse primo tinha até a chave daqui de casa da casa da minha mãe.

Ele passou num concurso público e está morando na Sin City, feito eu. Aliás, eu tinha até contando em ficar acampando na casa dele até me arranjar. Mas não deu. A namorada insistiu que era hora de casar. Sem gravidez nem nada, teve um casamento relâmpago. A gente ficou meio chateado com a pressa. Afinal, casamento é sempre mais pra mulher do que pra homem. Me chamem de romântica, mas acho que a afetação toda só é importante pras mulheres. O homem está mais feliz é de assinar aqueles papéis todos e ficar com a mulher que ama. As vezes parece que a mulher só quer é o vestido, o dia de noiva no salão, o color scheme perfeito, os bem-casados, a dama de honra jogando flores. Bem, foi assim que a gente achou que ia ser (a gente, leia-se: a família D.) E parecia que ia ser assim mesmo. A noiva fica escondida até a hora da música manjada (que é a daquele casal famoso que comete duplo suicídio no final, não é?), e tudo que pude ver foi meu primo. Qualquer um diria que era o dia mais feliz da vida dele (até então). Ele ficou brincando que tava feliz de eu estar lá, por que era legal ter uma atriz oscarizada no casamento (segundo ele, meu cabelo pixie me deixou a cara da Halle Berry; não é pra ser o primo preferido? Eu tenho 20 e só ele fala essas coisas). Fiquei aliviada, porque dava pra ver que ele tava lá porque queria. Tem muito cara que fica espalhando pros outros o ressentimento que tem com as companheiras ao invés de confrontá-las. Mas todo mundo via que ele estava lá pra casar com a mulher que amava.

Sobrava a noiva. Pra quê a pressa? Era só pra adiantar o vestido, o dia de noiva no salão, aquela coisa toda? E então, no meio da cerimônia civil, ouvimos a juíza falar o novo nome da noiva, acrescido do D. no final.

Pasmem. Eu pessoalmente acho sem sentido. Mas ninguém esperava. Todo mundo achava que ela estava fazendo por ela mesma. Mas ela pegou o nome do meu primo. Pegou o nosso nome. Num cantinho, uns tios falaram, YES! Porque a família já não é grande o suficiente, né? Não sei porque, mas essa atitude me fez acreditar que eles serão felizes. Vestido, dia de noiva no salão e tudo mais, mas agora eles eram um time.

E como diria o sábio cersibon, cabo.

Publicado em:  on Julho 5, 2009 at 4:14 pm Deixe um comentário
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A batedeira

Quando eu tava pra nascer, o casamento dos meus pais já não ia bem. Minha mãe começou a ter problemas na gravidez, certamente influenciadas por isso. Acho que não era só a relação deles que não ia muito bem. Dizem que tem uma tal de síndrome do segundo filho, e aposto que ela não ajudou nada. Por fim, minha mãe foi aconselhada pelo médico a ir pro Rio, ficar com a minha avó e o resto da família dela.

Minha mãe se recusou a tomar um remédio meio experimental que seguraria as contrações. Como ela tinha placenta prévia, a situação era muito séria. Eu cresci achando que o perigo era que eu morresse, mas ela explicou que não, perigo corria era a vida dela. Pois minha mãe ficou numa cama, imóvel, por um mês. Se ela se movesse, eu nascia; nascia numa época perigosa da gestação, nascia com perigo de ela ter hemorragia. Então ela ficou quietinha, em pleno verão carioca, numa cama de hospital. Minha avó ficava do lado, minha tia corria pra cima e pra baixo pra arranjar material de tapeçaria pra minha mãe ter como se ocupar.

Minha mãe fez um monte desses tapetinhos, todos pensando em mim. Um mês antes de eu ir pro Rio me jogar nos meus sonhos, ela me veio com esse quadro:

Desculpem a bagunça e a granulação

Desculpem a bagunça e a granulação

É uma das tapeçarias que ela fez nessa época.

Bem, no fim de tudo, eu nasci, de cesária, bochechuda feito buda, e ficou tudo bem. Minha mãe foi toda costurada pro Circo Voador e ainda levou cantada. O show era do Eduardo Dusek. Ela tinha quase 24 anos.

Ontem eu estava aqui na casa dela (agora é assim, tem a minha casa, e tem a dela, aqui), vendo o que eu podia carregar comigo. Vi a batedeira elétrica que a gente tem desde sempre, falei que ia levar (já que é 110 mesmo).

“Pode levar. Leva! É sua mesmo. Seu pai me deu quando você nasceu, pra comemorar seu nascimento. Me deu a batedeira, uma secadora, e mais uma outra coisa. De presente por tudo que eu passei pra ter você.”

E você que está lendo pode achar que minha mãe é uma mulher amarga. Mas minha mãe é do tipo que passa isso tudo pra ter um filho e vai no show do Eduardo Dusek, no Circo Voador. Minha mãe é do tipo que ganha um presente desses do marido sem noção e passa minha infância toda fazendo bolo, doce, torta. Minha mãe é do tipo que passa por tudo isso e não desiste. E hoje ela namora um cara super legal, que sabe que nascimento de filho se comemora com beijo, e não com batedeira.

E meu pai casou com uma mulher maravilhosa, que se receber batedeira de presente, manda ele tomar no cú.

E tá todo mundo feliz. Inclusive eu, que adoro cozinhar e agora tenho uma batedeira.

Publicado em:  on Julho 3, 2009 at 1:34 am Comentários (6)
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It was in love I was created and in love is how I hope to die

Eu queria dar retwitt no meu último post. Sabem, aquele que tem o vídeo do Paolo Nutini no Jools Holland.

Eu fiquei completamente derretida ao ouvir “Candy”, mas “Coming up easy” consegue ser ainda mais derretidora.

Essa frase aí do título! Eu acho que é essa que vou tatuar.

Não vou ter coragem de tatuar mesmo, acho que vou tatuar no cérebro.

Não posso esquecer dela. :)

UPDATE:

Melhor repostar, já que o link do último post está bichado :/

Lavando roupa suja

Ok, a única coisa que não tem como resolver aqui é lavagem de roupa. Não cabe uma máquina de lavar aqui, é muito pequeno.

Isso não é mais problema, porque o Paolo Nutini falou pra mim que lavava a minha roupa se eu desse um doce pra ele.

CABO

Publicado em:  on Junho 30, 2009 at 11:44 am Deixe um comentário
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Um ano em um mês

Todo mundo me pergunta se eu tou estranhando morar sozinha. A verdade é que não tem nem uma semana que me mudei oficialmente. O fogão só funciona desde sexta-feira. Mesmo assim, parece que eu sempre morei aqui. Eu adoro poder limpar e arrumar acasa do meu jeito, deixar as coisas em um lugar e elas ainda estarem lá quando eu voltar, seja da rua ou seja depois de ir me distrair com outra coisa.

Mas ainda é muito pouco tempo. É muito estranho que eu tenha chegado aqui no dia 1/06. Na quarta-feira vai fazer um mês que estou aqui (uns 31 dias, talvez). Esse ano eu já fiz mais coisas em 5 meses do que em 26 anos de vida.

Aos poucos vou sentindo que vou ficar carente de:

- um certo gato siamês fêmea, dramático e mal humorado, possessivo e que se recusa a admitir que está velho

- mamãe

- mamãe deixando surpresas no meu quarto

- irmão mais velho me fazendo rir quando estou chateada

- irmão mais velho tendo discussões homéricas com a TV (principalmente se for jogo do Vasco)

- campo minado de bombas biológicas do gato supracitado.

Ok, pensando bem, como é bom morar sozinha.