Ando combatendo traças desde que cheguei a esse apartamento, e observo o comportamento delas desde então. No começo eu achei que sugá-las com o aspirador de pó bastava, mas o aspirador não era meu, tive que devolver. Pensei em jogá-las no lixo ou na privada, mas fui avisada que elas não morrem assim, vão para a natureza e possivelmente, voltarão.
Aliás parece que cada uma joga mil ovos na natureza, é uma praga mesmo.
Então me aconselharam queimá-las. O problema é a logística da queima. Fico constrangida em admitir que a erradicação das traças está ocorrendo de forma calculada e fria, num esquema meio nazi.
Eu as acumulo em um potinho com álcool, até bolar um plano melhor.
you know how I know you're gross?
(tem muito mais agora)
E hoje eu matei uma traça na sua versão alada. As que eu pego ainda estão num casulo. Elas são umas minhoquinhas que vão subindo a parede até encontrar um lugar pra poder virar a versão alada. O casulo protege elas de tudo, tudo. E o ambiente ao redor for adverso, elas ficam num estado latente até que as coisas melhorem. São frágeis e tem que carregar aquela casinha pra onde forem. Mas estão protegidas. Tudo pra um dia virarem uma versão alada.
Só que a versão alada é meio lerda. Você mata elas muito facilmente, elas são moles e não tem os reflexos de uma drosófila ou uma mosca comum. Agora mesmo, essa traça toda frágil pereceu pela força do meu rodinho de pia.
Lembro uma vez, quando eu era criança, perguntei à minha mãe o que era Dejà-vu, porque achava que tinha tido um. Não sei porquê, mas a resposta foi uma dessas coisas que ficam ressoando na sua cabeça muitos anos depois.
“Você fez acontecer.”
Fiquei pensando desde então que talvez nosso cérebro goste tanto de certezas que adora pregar esse tipo de peça. Isso de nos levar a situações repetitivas pode ser uma maneira de informar o mundo. Só haveria essa necessidade se o mundo fosse informe.
Outro jeito de informar o mundo é criando coisas. Acho que todo mundo tem desejo de informar o mundo.
Na verdade tudo isso que eu tou falando é muito banal, todo mundo passa por isso. Mas nos últimos meses tenho me sentido como se tivesse acabado de sair de um sono profundo. Como se estivesse vivendo numa caverna todos esses anos.
Por anos eu era só vontade, potencialidade. “Acreditar” era uma coisa meio passiva. “Acreditar” era um salto no escuro, algo que deveria ser feito por fé.
Eu não me lembro de me sentir como agora. Não me lembro de não conseguir mais desvincular o acreditar do agir. Só sei que toda hora que me vejo me repetindo nos vícios, tendo um deja-vu um atrás do outro, me sinto ficando mais dura. Dura, condensada, sólida. Como se a cada repetição eu me reafirmasse e me identificasse. Por um lado é bom, pelo outro, não.
Mas agora, a palavra que não se confirma em ação só me deixa anestesiada. O que eu mais queria agora era uma agradável surpresa.
O Daniel pediu pra eu explicar um conceito da história da arte, estou aqui pensando se faço isso. Talvez fosse melhor fazer um fluxograma ao invés de texto.
Mas pensando em como eu ando lendo livros empoeirados escritos por pessoas já mortas, e vendo o post sobre crianças-prodígio (incluindo o pequeno crítico culinário), fiquei me sentindo meio criança precoce.
Na hora que o menino fala “prosciutto” ao descrever uma pizza, eu lembrei de uma coisa que me aconteceu no domingo passado, em que eu resolvi fazer uma pequena extravagância. Fui no Talho Capixaba e pedi um sanduíche de pastrami, queijo de cabra, rúcula e tomate fresco no pão ciabatta. (Eu que inventei, lá no Talho você pode inventar o sanduíche que quiser com os ingredientes que eles têm). O garçon tascou azeite no sanduiche, ficou um pouco oleoso, mas tava ótimo. Aí eu sento no balcão (pra economizar com os 10% que teria que pagar se fosse pra uma mesa), e dois velhinhos, que também pediram sanduíches, ficam de olho no meu. Olha, um deles pediu um sanduíche de salmão defumado e pastrami. Chegou um terceiro e falou, “coloca uma rúcula pra ficar mais sensual!” Mas eles se admiraram foi no meu sanduíche. “Você vai ficar comendo isso até terça!” (o sanduíche era grande mesmo). Ficaram todos alegres que eu não ignorei eles. Uma hora eles se distraíram e eu pedi pra embrulhar o sanduiche pra levar pra casa. Aì quando se voltaram pra mim, um deles disse “Já comeu tudo?!”
Me senti em casa com aqueles velhinhos. Não senti como se fossem meus avós ou qualquer coisa, me senti como se estivesse nos albergues de novo. Num lugar onde as pessoas estão compartilhando a mesma disposição à experiência realizada – comer bem, no caso do capixaba; viajar, no caso dos albergues.
E bem, assim minha mente se voltou ao negócio dos latinos-e-mediterrâneos x germânicos-e-nórdicos, o círculo e a linha, o clássico e o romântico, o pitoresco e o sublime, e a dialética ou dinâmica do pensamento ocidental.
Mas agora deu preguiça de explicar. Tá muito quente.
…você acha que o autor está falando com você, diretamente. Não importa se o livro tenha sido escrito em 1988, por um comunista italiano. Ele parece estar respondendo às coisas que andam minhocando na minha mente:
“Não, a vida é naturalmente irracional: racional é o pensamento que se entrelaça à vida, resolve os problemas continuamente colocados por ela, transforma-a em consciência da vida”
(Argan, G.C. Arte Moderna. p. 272)
Ele tá falando sobre como Gropius interpreta a racionalidade e como se propõe a pensar a arquitetura racional (e tudo mais que ele realiza como sendo racional).
” A salvação não reside na razão que faz projetos, mas na capacidade de viver com lucidez a casualidade dos acontecimentos. Tudo se resume a encotrar o ritmo próprio e não perdê-lo, aconteça o que acontecer.” (p. 532)
Aqui ele tá falando do Pollock e seus quadros “respingados”, e também do Jazz.
Dr Argan, tá anotado. É sempre bom conectar-se com alguém, mesmo que este alguém já esteja morto.
Isso dito, chega de estudar. Amanhã vou dar uma pausa. Quando fica pessoal demais, eu fico querendo voltar pra NY…
O ano não terminou, eu sei. Mas eu dei uma parada pra reavaliar o que fiz.
Cheguei à conclusão de que tinha uma visão muito imatura da vida. Não que eu já tenha ficado perfeitamente madura, mas…
É chegar até aqui e perceber que eu estava perseguindo a cenoura, e não me dei conta da corrida. E nessa, eu estou me dando conta que, desde 2006, eu tenho perseguido x, encontrado z, e refazendo meu trajeto a cada nova etapa.
Fico feliz que eu não tenha que chegar ao ponto em que chegou o Supertramp no final de Into the Wild.
Tenho que me libertar das más escolhas que fiz: das amizades tóxicas que cultivei, nas quais insisti; dos relacionamentos imaturos em que me investi. Nas esperanças que depositei em coisas que não tem nada a ver com o que me falta preencher na vida.
Eu tinha vergonhazinha de gostar de John Mayer, até que um dia minha mãe, fã número uno, de comprar dvd ao vivo dele e assistir bebendo vinho e gritar “GATIIINHOOO Ô LÁ EM CASA”, me disse que se não fosse eu, nunca tinha conhecido o gajo.
E eu jurando pra mim mesma que era meu irmão o viciado, afinal, foi ele quem me apresentou o Mayer (via um vício messiânico por Dave Mathews Band). Nos primeiros discos, eu o achava um horror, porque era muito óbvio que ele tinha a mesma relação Jorge Vercilo*/Djavan, só que com o Dave Mathews. E pior, fazendo Dave Mathews pra tweens. Mas quem é criada por alguém como a minha mãe**, fica difícil não ficar de joelho mole com aquelas melodias de guitarra.
Além do mais, com letras como 3×5 (3×5 inches o formato padrão das fotografias), eu me deixo levar pelo pensamento “he knows how I feeeeel”, que é tão, tão, tão perigoso pra mim. 10 out of 10 times this line of thought has left me on my knees. E preciso de meses pra me recuperar. (Pelo menos eu me recupero! ) Pelo menos o Mayer permanece num plano platônicamente saudável.
Eis a letra de 3×5, que ouvi com um pouco mais de atenção outro dia, esperando o sinal abrir pra eu chegar em casa (atravessando o sinal, vc dá de cara com o portão do meu prédio). Fala de alguém que não quer mais ficar tirando foto da vida, quer ter experiências dos lugares por onde passa e olha. Me sinto muito assim: “Today I finally overcame tryin’ to fit the world inside a picture frame”. Divago…eis a letra:
3×5 (John Mayer)
I’m writing you to
catch you up on places I’ve been
And you have this letter
You probably got excited, but there’s nothing else inside it
Didn’t have a camera by my side this time
hoping I would see the world through both my eyes
maybe I will tell you all about it when
I’m in the mood to lose my way with words
Today skies are painted colors of a cowboy cliche’
And its strange how clouds that look like mountains in the sky
are next to mountains anyway
Didn’t have a camera by my side this time
Hoping I would see the world through both my eyes
Maybe I will tell you all about it when
I’m in the mood to lose my way
but let me say
You should have seen that sunrise with your own eyes
It brought me back to life
You’ll be with me next time I go outside
No more 3×5’s
I Guess you had to be there
I Guess you had to be with me
Today I finally overcame
tryin’ to fit the world inside a picture frame
Maybe I will tell you all about it when I’m in the mood to
lose my way but let me say
You should have seen that sunrise with your own eyes
it brought me back to life
You’ll be with me next time I go outside
no more 3×5’s
just no more 3×5’s
* Eu tinha esquecido o nome dele, mas joguei no google “homem aranha djavan” e apareceu esse link.
** Minha mãe adora guitarras, e quando eu era criança, me botou de castigo trancada na sala de casa ouvindo 5150 do Van Halen até aprender a não ficar pedindo aquelas coletâneas de dance music tão comuns nos anos 90.
Eu não sei se posso dizer que sou fã do Tarantino. Não gosto de todos os filmes dele. Acho que o que sinto é uma certa simpatia. Mas a cada novo lançamento, estou começando a virar tiete.
Primeiro com Kill Bill. Não gostei muito do primeiro. Achei as referências ao Japão muito chatas, devo ter passado da fase. Também deve ser porque depois que o que eu gosto vira moda, eu passo a achar que não tem mais graça (viu Juju). Mas adoro o segundo. Adoro as referências aos filmes de Kung Fu que a gente via na casa da Mana, graças à uma rede de inteligência que sempre dava um jeito de descobrir locadoras e que contrabandeava fitas cassetes. Na época do cd rom e do computador, a coisa começou a perder a graça. E aí o Jackie Chan foi pra Hollywood e começou a fazer papel de Didi Mocó. I digress! O caso é que, no Kill Bill 2, pude ter a sensação de ver aqueles filmes de novo. E tem uma mistura com um tipo de Western. Melhor ainda, Spaguetti Western!
Recentemente, depois que vi There Will be Blood e 3:10 to Yuma, comecei a ter uma certa quedinha por westerns. O motivo principal é pelas cenas em widescreen, e as cores ocre, que sempre me dão a sensação de exagerar o conflito ser humano x mundo. O mundo é hostil, as poucas pessoas na tela são hostis, e no final, você tem a possibilidade de ver os personagens guiando a narrativa, meu jeito preferido de contar/ouvir histórias. Filmes assim só dão certo com um time muito bom, tudo tem que ser muito bem orquestrado: os atores, a fotografia, o som, a trilha sonora, a edição… Assim, eu sempre associo um filme/livro/seriado (ou o que quer que seja) character-based a uma narrativa que explora o meio como linguagem.
E um Spaguetti Western, não que eu seja uma especialista nem nada, é inevitavelmente baseado na estrutura de linguagem do western. Para um americano, o western acaba sendo algo que pode ser estudado pela sociologia. No começo, os índios eram os bandidos, e os cowboys, mocinhos. Ao passo que a postura da sociedade em relação à sua história muda, os westerns também mudam – principalmente os roteiros. Mas na Itália não haviam índios e cowboys. Existem tensões sociais parecidas, como também existem no Brasil (cangaço, anyone?). Um Spaguetti Western é criado quando se tem o Western como um gênero cinematográfico mais do que um registro da imagem de uma tensão social dentro de uma dada cultura. Assim, os clichés, as marcas, a estrutura e o formato contribuem para uma linguagem, um mundo particular de coerência interna. Uma experiência cinematográfica.
E assim eu vejo a lógica dos filmes do Tarantino. Deve ter muito a ver com o fato de ele ser, basicamente, auto-didata. Mas em Inglorious Besterds, ele mostra que amadureceu muito. Eu comecei a rir já nos primeiros minutos, e continuei a rir bem depois de haverem acabado os créditos. Alias, fui rindo ao banheiro, fui rindo pegar o onibus pra casa, fui rindo ao supermercado, e ri até chegar em casa. Eu queria ter saído do cinema e encontrado o Tarantino pra beber uma cerveja e ficar comentando o filme. Aposto que ele já fez muito isso, deve estar de saco cheio. Mas esse é um dos filmes que eu preciso ter em DVD.
Eu adoro farofa, e música farofa também, claro. Ultimamente a minha farofada musical preferida tem sido a Katy Perry.
Katy começou como artista mirim, cantava músicas gospel. Cresceu na estrada, deve ter amadurecido cedo. A impressão que eu tenho é que ela é do tipo que diz, fuck this shit, agora meu nome é Zé Pequeno!
(sabe, uma pessoa que descobre que pode se reinventar pra ser o que ela se sente mais confortável em ser)
Foi assim que ela escreveu músicas que viraram hinos das baguettes (female douche bags), como “I kissed a girl” e “You’re so gay”.
Bem, como tudo me motiva a pensar, eu ando pensando muito nessa música dela chamada Mannequin. Vou postar um vídeo dela cantando a tal música só no voz e violão, pra vocês não comprometerem seus gostos musicais com a produção farofa da versão do álbum:
Bem, vamos ao que eu pensei com essa música. A letra fala de uma menina que quer conquistar um rapazote e não sabe como. Não é uma menina tímida, é alguém pra quem normalmente “breaking down a man is no workout”. Não é uma menina esperando que um cara a note. Não tem aquela parada de fazer um makeover pra ficar do jeito que o cara gosta. É alguém que se sente impotente frente ao objeto de desejo (I’m such a fool, this one’s out of my hands, I can’t put you back together again).
Aliás a frustração é o centro da música. Ela reclama que o cara não demonstra sentimentos, e por isso, é um boneco. Ela faz referências à história do Pinóquio (I keep knocking on wood hoping there’s a real boy inside / You’re not a man, you’re just a toy, could you ever be a real, real boy?”). Na frustração ela tenta argumentar que pode salvá-lo (If the past is the problem my future could solve it/ I could bring you to life if you let me inside). Diz que pode dar a ele uma recompensa, que não é sexo, não é ter uma namorada bonita, nem um troféu: é ser uma versão melhor dele mesmo – segundo os parâmetros que ela define na letra, ser um homem com sentimentos é melhor do que ser um objeto inanimado que só tem forma de homem (It will hurt but in the end, you’ll be a man.)
Então fiquei pensando. Quem é que se sente frustrado frente ao objeto de desejo? Quem argumenta poder salvar, fazer do objeto de desejo uma versão completa de si, melhor? Me lembrou muito uma coisa meio de príncipe encantado. Essa coisa de “vou te fazer mulher”, de se apaixonar por alguém vulnerável e prometer cuidar, nutrir, sem nenhuma referência à um cuidado maternal. Amor romântico.
Tentei lembrar de alguma música em que uma mulher expressasse isso. Só consegui pensar em músicas em que a mulher fica frustrada que o cara não vem atrás dela, numa forma de perseguição passiva. Outras, em que ela exige respeito, poder, mas se limita a impor condições para ser cortejada. Alguém aí pode me contradizer? Fiquei meio chateada.
Bem, mas é uma das razões de eu gostar muito da Katy Perry. Gosto de gente que não fica arranjando desculpas, que tem medo do “outro”. Na verdade, o que a Katy parece falar é que gostaria de um igual. Afinal, a lógica parece ser, se ele sentir emoções, poderá reconhecê-las. Me parece ser o essencial.
A memória mais antiga que me vem à mente de minha mãe me lendo uma história é de estar no quarto, na Savana, muito admirada da história do Touro Ferninando. Era um livro de origem espanhola. Minha mãe nasceu na Espanha e sempre gostou de mostrar pra gente um pouco da cultura de lá. Fora a comida, (tortillas, etc) a espanha pra mim era aquela coisa do Touro Ferdinando. Ele era um touro muito dócil, adorava ficar cheirando as flores, não servia pra tourada. Até que um dia ele foi picado por uma abelha e ficou muito bravo. Depois que a dor passou, ele voltou ao normal.
Estou aqui dispersa, é melhor fazer algo construtivo.
Quando eu estava estudando pra conseguir meu diploma em inglês foi mal eu sou foda, reconhecido pelo governo britânico (o que tornaria ele algo do tipo diploma in make me a sammich bitch na Obamaland) eu costumava ouvir podcasts e coisas do gênero enquanto caminhada. Não era de propósito, eu sou nerd mesmo. Cansada de ouvir as mesmas coisas, descobri o librivox, um site que aspira ser como um projeto gutemberg, ou seja, promover a disseminação de livros de domínio público. Aqui no Brasil temos o dominio público, é muito, muito legal.
A diferença do Librivox é que os livros estão arquivados em áudio. Voluntários se organizam e publicam volumes e mais volumes de livros em diversas línguas, todos em domínio público. O que mais me agradou nesse projeto foi poder ouvir os sotaques mais diversos combinados na leitura de livros clássicos. Eu peguei inclusive alguns textos em português, contos pequenos de Machado de Assis. Achei maravilhoso ouvir essas histórias na voz de um pernambucano e de uma portuguesa.
Eu não sei vocês, mas eu adorava que minha mãe lesse pra mim quando eu era criança. Até hoje, desconfio que a voz que soa na minha cabeça (ou pelo menos a cadência, não sei), é a da minha mãe. É muito engraçado ter alguém narrando a história pra você.
Uma dessas histórias em especial me marcou muito. Em primeiro lugar, eu me identifiquei muito com os personagens principais. Também me identifico muito com o autor. Finalmente, achei interessante a voz de um dos voluntários. Foi bem triste descobrir que ele era gay. Eu juro que tava considerando ir pra Inglaterra me declarar, só pra forçar ele a ler pra mim toda noite.
Eu citei essa história no post anterior: An International Episode, de Henry James. Você pode ouvir a versão Librivox aqui e praticar pro seu exame Cambridge. Eu desconfio que consegui minha nota A graças às caminhadas diárias com podcasts.
Bem, agora tive a idéia de 4 posts: sobre minha mãe contadora de histórias, sobre a história do livro, sobre o Henry James, sobre a voz do arquivo. E eu comecei falando de própósitos da viagem, o post acabou e não vem viagem nem propósito. Quer dizer, tudo vai fazer mais sentido na parte final do post.