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	<title>artes menores &#187; hermione complex</title>
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	<description>Eu gosto dos detalhes. Vamos nos ater às entrelinhas.</description>
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		<title>artes menores &#187; hermione complex</title>
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		<title>Resilience</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 14:42:25 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Eu ia sair mas acabei de matar uma traça.
Ando combatendo traças desde que cheguei a esse apartamento, e observo o comportamento delas desde então. No começo eu achei que sugá-las com o aspirador de pó bastava, mas o aspirador não era meu, tive que devolver. Pensei em jogá-las no lixo ou na privada, mas fui [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artesmenores.wordpress.com&blog=2915765&post=857&subd=artesmenores&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Eu ia sair mas acabei de matar uma traça.</p>
<p>Ando combatendo traças desde que cheguei a esse apartamento, e observo o comportamento delas desde então. No começo eu achei que sugá-las com o aspirador de pó bastava, mas o aspirador não era meu, tive que devolver. Pensei em jogá-las no lixo ou na privada, mas fui avisada que elas não morrem assim, vão para a natureza e possivelmente, voltarão.</p>
<p>Aliás parece que cada uma joga mil ovos na natureza, é uma praga mesmo.</p>
<p>Então me aconselharam queimá-las. O problema é a logística da queima. Fico constrangida em admitir que a erradicação das traças está ocorrendo de forma calculada e fria, num esquema meio nazi.</p>
<p>Eu as acumulo em um potinho com álcool, até bolar um plano melhor.</p>
<div id="attachment_858" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://artesmenores.files.wordpress.com/2009/11/traca.jpg"><img class="size-full wp-image-858" title="traca" src="http://artesmenores.files.wordpress.com/2009/11/traca.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">you know how I know you&#39;re gross?</p></div>
<p>(tem muito mais agora)</p>
<p>E hoje eu matei uma traça na sua versão alada. As que eu pego ainda estão num casulo. Elas são umas minhoquinhas que vão subindo a parede até encontrar um lugar pra poder virar a versão alada. O casulo protege elas de tudo, tudo. E o ambiente ao redor for adverso, elas ficam num estado latente até que as coisas melhorem. São frágeis e tem que carregar aquela casinha pra onde forem. Mas estão protegidas. Tudo pra um dia virarem uma versão alada.</p>
<p>Só que a versão alada é meio lerda. Você mata elas muito facilmente, elas são moles e não tem os reflexos de uma drosófila ou uma mosca comum. Agora mesmo, essa traça toda frágil pereceu pela força do meu rodinho de pia.</p>
<p>Mas ela podia voar.</p>
<p>Muita inveja dessa devoradora de livros, pqp.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/artesmenores.wordpress.com/857/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/artesmenores.wordpress.com/857/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/artesmenores.wordpress.com/857/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/artesmenores.wordpress.com/857/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/artesmenores.wordpress.com/857/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/artesmenores.wordpress.com/857/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/artesmenores.wordpress.com/857/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/artesmenores.wordpress.com/857/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/artesmenores.wordpress.com/857/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/artesmenores.wordpress.com/857/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artesmenores.wordpress.com&blog=2915765&post=857&subd=artesmenores&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Believe</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 00:34:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baru</dc:creator>
				<category><![CDATA[hermione complex]]></category>
		<category><![CDATA[abrindo o coração]]></category>

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		<description><![CDATA[Lembro uma vez, quando eu era criança, perguntei à minha mãe o que era Dejà-vu, porque achava que tinha tido um. Não sei porquê, mas a resposta foi uma dessas coisas que ficam ressoando na sua cabeça muitos anos depois.
&#8220;Você fez acontecer.&#8221;
Fiquei pensando desde então que talvez nosso cérebro goste tanto de certezas que adora [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artesmenores.wordpress.com&blog=2915765&post=854&subd=artesmenores&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Lembro uma vez, quando eu era criança, perguntei à minha mãe o que era Dejà-vu, porque achava que tinha tido um. Não sei porquê, mas a resposta foi uma dessas coisas que ficam ressoando na sua cabeça muitos anos depois.</p>
<p>&#8220;Você fez acontecer.&#8221;</p>
<p>Fiquei pensando desde então que talvez nosso cérebro goste tanto de certezas que adora pregar esse tipo de peça. Isso de nos levar a situações repetitivas pode ser uma maneira de informar o mundo. Só haveria essa necessidade se o mundo fosse informe.</p>
<p>Outro jeito de informar o mundo é criando coisas. Acho que todo mundo tem desejo de informar o mundo.</p>
<p>Na verdade tudo isso que eu tou falando é muito banal, todo mundo passa por isso. Mas nos últimos meses tenho me sentido como se tivesse acabado de sair de um sono profundo. Como se estivesse vivendo numa caverna todos esses anos.</p>
<p>Por anos eu era só vontade, potencialidade. &#8220;Acreditar&#8221; era uma coisa meio passiva. &#8220;Acreditar&#8221; era um salto no escuro, algo que deveria ser feito por fé.</p>
<p>Eu não me lembro de me sentir como agora. Não me lembro de não conseguir mais desvincular o acreditar do agir. Só sei que toda hora que me vejo me repetindo nos vícios, tendo um deja-vu um atrás do outro, me sinto ficando mais dura. Dura, condensada, sólida. Como se a cada repetição eu me reafirmasse e me identificasse. Por um lado é bom, pelo outro, não.</p>
<p>Mas agora, a palavra que não se confirma em ação só me deixa anestesiada. O que eu mais queria agora era uma agradável surpresa.</p>
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		<title>O Círculo e a Linha?</title>
		<link>http://artesmenores.wordpress.com/2009/11/07/o-circulo-e-a-linha/</link>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 12:22:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baru</dc:creator>
				<category><![CDATA[hermione complex]]></category>
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		<description><![CDATA[O Daniel pediu pra eu explicar um conceito da história da arte, estou aqui pensando se faço isso. Talvez fosse melhor fazer um fluxograma ao invés de texto.
Mas pensando em como eu ando lendo livros empoeirados escritos por pessoas já mortas, e vendo o post sobre crianças-prodígio (incluindo o pequeno crítico culinário), fiquei me sentindo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artesmenores.wordpress.com&blog=2915765&post=847&subd=artesmenores&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>O Daniel pediu pra eu explicar um conceito da história da arte, estou aqui pensando se faço isso. Talvez fosse melhor fazer um fluxograma ao invés de texto.</p>
<p>Mas pensando em como eu ando lendo livros empoeirados escritos por pessoas já mortas, e vendo o post sobre crianças-prodígio (incluindo o pequeno crítico culinário), fiquei me sentindo meio criança precoce.</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://artesmenores.wordpress.com/2009/11/07/o-circulo-e-a-linha/"><img src="http://img.youtube.com/vi/h__-owXZTBA/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>Na hora que o menino fala &#8220;prosciutto&#8221; ao descrever uma pizza, eu lembrei de uma coisa que me aconteceu no domingo passado, em que eu resolvi fazer uma pequena extravagância. Fui no Talho Capixaba e pedi um sanduíche de pastrami, queijo de cabra, rúcula e tomate fresco no pão ciabatta. (Eu que inventei, lá no Talho você pode inventar o sanduíche que quiser com os ingredientes que eles têm). O garçon tascou azeite no sanduiche, ficou um pouco oleoso, mas tava ótimo. Aí eu sento no balcão (pra economizar com os 10% que teria que pagar se fosse pra uma mesa),  e dois velhinhos, que também pediram sanduíches, ficam de olho no meu. Olha, um deles pediu um sanduíche de salmão defumado e pastrami. Chegou um terceiro e falou, &#8220;coloca uma rúcula pra ficar mais sensual!&#8221; Mas eles se admiraram foi no meu sanduíche. &#8220;Você vai ficar comendo isso até terça!&#8221; (o sanduíche era grande mesmo). Ficaram todos alegres que eu não ignorei eles. Uma hora eles se distraíram e eu pedi pra embrulhar o sanduiche pra levar pra casa. Aì quando se voltaram pra mim, um deles disse &#8220;Já comeu tudo?!&#8221;</p>
<p>Me senti em casa com aqueles velhinhos. Não senti como se fossem meus avós ou qualquer coisa, me senti como se estivesse nos albergues de novo. Num lugar onde as pessoas estão compartilhando a mesma disposição à experiência realizada &#8211; comer bem, no caso do capixaba; viajar, no caso dos albergues.</p>
<p>E bem, assim minha mente se voltou ao negócio dos latinos-e-mediterrâneos x germânicos-e-nórdicos, o círculo e a linha, o clássico e o romântico, o pitoresco e o sublime, e a dialética ou dinâmica do pensamento ocidental.</p>
<p>Mas agora deu preguiça de explicar. Tá muito quente.</p>
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		<title>Você sabe que está estudando demais quando&#8230;</title>
		<link>http://artesmenores.wordpress.com/2009/11/05/voce-sabe-que-esta-estudando-demais-quando/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 01:19:02 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[hermione complex]]></category>
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		<category><![CDATA[sem sac*nagem]]></category>
		<category><![CDATA[abrindo o coração]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8230;você acha que o autor está falando com você, diretamente. Não importa se o livro tenha sido escrito em 1988, por um comunista italiano. Ele parece estar respondendo às coisas que andam minhocando na minha mente:
&#8220;Não, a vida é naturalmente irracional: racional é o pensamento que se entrelaça à vida, resolve os problemas continuamente colocados [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artesmenores.wordpress.com&blog=2915765&post=845&subd=artesmenores&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>&#8230;você acha que o autor está falando com você, diretamente. Não importa se o livro tenha sido escrito em 1988, por um comunista italiano. Ele parece estar respondendo às coisas que andam minhocando na minha mente:</p>
<p>&#8220;Não, a vida é naturalmente irracional: racional é o pensamento que se entrelaça à vida, resolve os problemas continuamente colocados por ela, transforma-a em consciência da vida&#8221;</p>
<p>(Argan, G.C. Arte Moderna. p. 272)</p>
<p>Ele tá falando sobre como Gropius interpreta a racionalidade e como se propõe a pensar a arquitetura racional (e tudo mais que ele realiza como sendo racional).</p>
<p>&#8221; A salvação não reside na razão que faz projetos, mas na capacidade de viver com lucidez a casualidade dos acontecimentos. Tudo se resume a encotrar o ritmo próprio e não perdê-lo, aconteça o que acontecer.&#8221; (p. 532)</p>
<p>Aqui ele tá falando do Pollock e seus quadros &#8220;respingados&#8221;, e também do Jazz.</p>
<p>Dr Argan, tá anotado. É sempre bom conectar-se com alguém, mesmo que este alguém já esteja morto.</p>
<p>Isso dito, chega de estudar. Amanhã vou dar uma pausa. Quando fica pessoal demais, eu fico querendo voltar pra NY&#8230;</p>
<p>Rolling with the punches.</p>
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		<title>Into the wild</title>
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		<comments>http://artesmenores.wordpress.com/2009/10/28/into-the-wild/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 16:47:30 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[hermione complex]]></category>
		<category><![CDATA[abrindo o coração]]></category>

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		<description><![CDATA[O ano não terminou, eu sei. Mas eu dei uma parada pra reavaliar o que fiz.
Cheguei à conclusão de que tinha uma visão muito imatura da vida. Não que eu já tenha ficado perfeitamente madura, mas&#8230;
É chegar até aqui e perceber que eu estava perseguindo a cenoura, e não me dei conta da corrida. E [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artesmenores.wordpress.com&blog=2915765&post=836&subd=artesmenores&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>O ano não terminou, eu sei. Mas eu dei uma parada pra reavaliar o que fiz.</p>
<p>Cheguei à conclusão de que tinha uma visão muito imatura da vida. Não que eu já tenha ficado perfeitamente madura, mas&#8230;</p>
<p>É chegar até aqui e perceber que eu estava perseguindo a cenoura, e não me dei conta da corrida. E nessa, eu estou me dando conta que, desde 2006, eu tenho perseguido x, encontrado z, e refazendo meu trajeto a cada nova etapa.</p>
<p>Fico feliz que eu não tenha que chegar ao ponto em que chegou o Supertramp no final de Into the Wild.</p>
<p>Tenho que me libertar das más escolhas que fiz: das amizades tóxicas que cultivei, nas quais insisti; dos relacionamentos imaturos em que me investi. Nas esperanças que depositei em coisas que não tem nada a ver com o que me falta preencher na vida.</p>
<p>Cegueira de olhos abertos, quem curte?</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Menina Breguinha ou Eu ouço John Mayer</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Oct 2009 17:22:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baru</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu tinha vergonhazinha de gostar de John Mayer, até que um dia minha mãe, fã número uno, de comprar dvd ao vivo dele e assistir bebendo vinho e gritar &#8220;GATIIINHOOO Ô LÁ EM CASA&#8221;, me disse que se não fosse eu, nunca tinha conhecido o gajo.
E eu jurando pra mim mesma que era meu irmão [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artesmenores.wordpress.com&blog=2915765&post=813&subd=artesmenores&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Eu tinha vergonhazinha de gostar de John Mayer, até que um dia minha mãe, fã número uno, de comprar dvd ao vivo dele e assistir bebendo vinho e gritar &#8220;GATIIINHOOO Ô LÁ EM CASA&#8221;, me disse que se não fosse eu, nunca tinha conhecido o gajo.</p>
<p>E eu jurando pra mim mesma que era meu irmão o viciado, afinal, foi ele quem me apresentou o Mayer (via um vício messiânico por Dave Mathews Band). Nos primeiros discos, eu o achava um horror, porque era muito óbvio que ele tinha a mesma relação Jorge Vercilo*/Djavan, só que com o Dave Mathews. E pior, fazendo Dave Mathews pra tweens. Mas quem é criada por alguém como a minha mãe**, fica difícil não ficar de joelho mole com aquelas melodias de guitarra.</p>
<p>Além do mais, com letras como 3&#215;5 (3&#215;5 inches o formato padrão das fotografias), eu me deixo levar pelo pensamento &#8220;he knows how I feeeeel&#8221;, que é tão, tão, tão perigoso pra mim. 10 out of 10 times this line of thought has left me on my knees. E preciso de meses pra me recuperar. (Pelo menos eu me recupero! <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> ) Pelo menos o Mayer permanece num plano platônicamente saudável.</p>
<p>Eis a letra de 3&#215;5, que ouvi com um pouco mais de atenção outro dia, esperando o sinal abrir pra eu chegar em casa (atravessando o sinal, vc dá de cara com o portão do meu prédio). Fala de alguém que não quer mais ficar tirando foto da vida, quer ter experiências dos lugares por onde passa e olha. Me sinto muito assim: &#8220;Today I finally overcame tryin&#8217; to fit the world inside a picture frame&#8221;. Divago&#8230;eis a letra:</p>
<p><strong>3&#215;5 (John Mayer)</strong></p>
<p>I&#8217;m writing you to<br />
catch you up on places I&#8217;ve been<br />
And you have this letter<br />
You probably got excited, but there&#8217;s nothing else inside it</p>
<p>Didn&#8217;t have a camera by my side this time<br />
hoping I would see the world through both my eyes<br />
maybe I will tell you all about it when<br />
I&#8217;m in the mood to lose my way with words</p>
<p>Today skies are painted colors of a cowboy cliche&#8217;<br />
And its strange how clouds that look like mountains in the sky<br />
are next to mountains anyway</p>
<p>Didn&#8217;t have a camera by my side this time<br />
Hoping I would see the world through both my eyes<br />
Maybe I will tell you all about it when<br />
I&#8217;m in the mood to lose my way<br />
but let me say</p>
<p>You should have seen that sunrise with your own eyes<br />
It brought me back to life<br />
You&#8217;ll be with me next time I go outside<br />
No more 3&#215;5&#8217;s</p>
<p>I Guess you had to be there<br />
I Guess you had to be with me</p>
<p>Today I finally overcame<br />
tryin&#8217; to fit the world inside a picture frame<br />
Maybe I will tell you all about it when I&#8217;m in the mood to<br />
lose my way but let me say</p>
<p>You should have seen that sunrise with your own eyes<br />
it brought me back to life<br />
You&#8217;ll be with me next time I go outside<br />
no more 3&#215;5&#8217;s<br />
just no more 3&#215;5&#8217;s</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://artesmenores.wordpress.com/2009/10/11/menina-breguinha-ou-eu-ouco-john-mayer/"><img src="http://img.youtube.com/vi/twlIYT9PstU/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>* Eu tinha esquecido o nome dele, mas joguei no google &#8220;homem aranha djavan&#8221; e apareceu esse <a href="http://lossio.com.br/2006/08/04/djavan-e-homem-aranha/">link</a>.</p>
<p>** Minha mãe adora guitarras, e quando eu era criança, me botou de castigo trancada na sala de casa ouvindo 5150 do Van Halen até aprender a não ficar pedindo aquelas coletâneas de dance music tão comuns nos anos 90.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/artesmenores.wordpress.com/813/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/artesmenores.wordpress.com/813/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/artesmenores.wordpress.com/813/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/artesmenores.wordpress.com/813/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/artesmenores.wordpress.com/813/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/artesmenores.wordpress.com/813/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/artesmenores.wordpress.com/813/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/artesmenores.wordpress.com/813/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/artesmenores.wordpress.com/813/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/artesmenores.wordpress.com/813/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artesmenores.wordpress.com&blog=2915765&post=813&subd=artesmenores&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Below the belt&#8221;: Inglorious Besterds</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Oct 2009 16:31:30 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[geek pride]]></category>
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		<category><![CDATA[filmes da minha vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não sei se posso dizer que sou fã do Tarantino. Não gosto de todos os filmes dele. Acho que o que sinto é uma certa simpatia. Mas a cada novo lançamento, estou começando a virar tiete.
Primeiro com Kill Bill. Não gostei muito do primeiro. Achei as referências ao Japão muito chatas, devo ter passado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artesmenores.wordpress.com&blog=2915765&post=811&subd=artesmenores&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Eu não sei se posso dizer que sou fã do Tarantino. Não gosto de todos os filmes dele. Acho que o que sinto é uma certa simpatia. Mas a cada novo lançamento, estou começando a virar tiete.</p>
<p>Primeiro com Kill Bill. Não gostei muito do primeiro. Achei as referências ao Japão muito chatas, devo ter passado da fase. Também deve ser porque depois que o que eu gosto vira moda, eu passo a achar que não tem mais graça (viu Juju). Mas adoro o segundo. Adoro as referências aos filmes de Kung Fu que a gente via na casa da Mana, graças à uma rede de inteligência que sempre dava um jeito de descobrir locadoras e que contrabandeava fitas cassetes. Na época do cd rom e do computador, a coisa começou a perder a graça. E aí o Jackie Chan foi pra Hollywood e começou a fazer papel de Didi Mocó. I digress! O caso é que, no Kill Bill 2, pude ter a <em>sensação</em> de ver aqueles filmes de novo. E tem uma mistura com um tipo de Western. Melhor ainda, Spaguetti Western!</p>
<p>Recentemente, depois que vi There Will be Blood e 3:10 to Yuma, comecei a ter uma certa quedinha por westerns. O motivo principal é pelas cenas em widescreen, e as cores ocre, que sempre me dão a sensação de exagerar o conflito ser humano x mundo. O mundo é hostil, as poucas pessoas na tela são hostis, e no final, você tem a possibilidade de ver os personagens guiando a narrativa, meu jeito preferido de contar/ouvir histórias. Filmes assim só dão certo com um time muito bom, tudo tem que ser muito bem orquestrado: os atores, a fotografia, o som, a trilha sonora, a edição&#8230; Assim, eu sempre associo um filme/livro/seriado (ou o que quer que seja) character-based a uma narrativa que explora o meio como linguagem.</p>
<p>E um Spaguetti Western, não que eu seja uma especialista nem nada, é inevitavelmente baseado na estrutura de linguagem do western. Para um americano, o western acaba sendo algo que pode ser estudado pela sociologia. No começo, os índios eram os bandidos, e os cowboys, mocinhos. Ao passo que a postura da sociedade em relação à sua história muda, os westerns também mudam &#8211; principalmente os roteiros. Mas na Itália não haviam índios e cowboys. Existem tensões sociais parecidas, como também existem no Brasil (cangaço, anyone?). Um Spaguetti Western é criado quando se tem o Western como um gênero cinematográfico mais do que um registro da imagem de uma tensão social dentro de uma dada cultura. Assim, os clichés, as marcas, a estrutura e o formato contribuem para uma linguagem, um mundo particular de coerência interna. Uma <em>experiência</em> cinematográfica.</p>
<p>E assim eu vejo a lógica dos filmes do Tarantino. Deve ter muito a ver com o fato de ele ser, basicamente, auto-didata. Mas em Inglorious Besterds, ele mostra que amadureceu muito. Eu comecei a rir já nos primeiros minutos, e continuei a rir bem depois de haverem acabado os créditos. Alias, fui rindo ao banheiro, fui rindo pegar o onibus pra casa, fui rindo ao supermercado, e ri até chegar em casa. Eu queria ter saído do cinema e encontrado o Tarantino pra beber uma cerveja e ficar comentando o filme. Aposto que ele já fez muito isso, deve estar de saco cheio. Mas esse é um dos filmes que eu preciso ter em DVD.</p>
<p>Ok, agora eu vou escrever um monte de spoilers.</p>
<p><span id="more-811"></span></p>
<p>Inglorious Besterds me pareceu um jogo. Em todos os filmes do Tarantino ele faz umas mutretagens pra poder se safar com seus shortcomings. Porém, fiquei surpresa que, nesse filme, ele tenha articulado seu jogo de maneira mais adulta. Ele está mais comportado, parece mais comprometido em construir um filme. Não sei se isso é maturidade. Mas dá pra ver que ele sai de sua zona de conforto.</p>
<p>A primeira mostra disso é que o filme começa na França. As primeiras falas são em francês. Eu tava achando que tudo estava antinatural demais para ele. O que é isso? Tarantino querendo agradar, mostrar que é diretor genérico &#8220;também&#8221; (Ao invés de um que só quer fazer o que gosta)? E então vem a primeira mutretagem: o &#8220;Caçador de Judeus&#8221; pede para falar inglês. Ha! É pra platéia americana não ficar de saco cheio de ler legenda (o que eu concordo, estraga tudo quando vemos um filme). O diálogo do general nazista e o camponês a é típica tarantinesca, coisa que eu adoro. Ele costuma se embriagar nos diálogos, e o filme fica sempre meio desigual. Eu sei disso, sei que atrapalha o desenrolar da trama, mas com o Tarantino você tem que fazer várias consessões. A tensão começa a surgir porque você sabe que um nazista não é um personagem &#8220;mocinho&#8221;, mas ele se comporta como um (educado, sorridente, não fala alemão, toma leite); o fazendeiro tem uma aparência suspeita (desconfortável, começa a fumar, tem a postura rígida, como alguém que tem culpa). E então o general começa a se comportar como autoridade: arruma seus papéis e calmamente transforma a mesa de jantar do fazendeiro em seu escritório. Ele tem tamanho controle da situação que em dado momento diz ao fazendeiro, &#8220;fique á vontade, a casa é sua!&#8221;. Mas eis que, nesse primeiro capítulo do filme, aparece a primeira regra, a principal regra do jogo: Existe um mundo dividido entre &#8220;acima da mesa&#8221; e &#8220;abaixo da mesa&#8221;. Quando a câmera faz um movimento para baixo, revela que o fazendeiro está escondendo uma família de judeus no subsolo de sua casa. A visita do general, longe de cordial, é uma armadilha. Depois do movimento da câmera, entendemos o jogo: da mesa pra cima, um mundo de aparências; àbaixo dela, o mundo real. A arma dos soldados mira para baixo, e mata de verdade; a arma o general, apotada para a menina que escapa, ao longe, não. E o que parecia mutretagem do Tarantino &#8211; falar inglês &#8211; era um artifício para que a família não entendesse a conversa e escapasse.</p>
<p>No meio desse primeiro capítulo eu já comecei a rir. Os trejeitos do general eram tarantinescos, mas mais do que isso, eram de um alemão esteriotipado. Aquela frieza calculista, a organização, o apego ao método. Também ri quando o alemão (e Tarantino) revelam seu plano ao executá-lo &#8211; (e não antes de fazê-lo e ser impedido pelo mocinho), mas no segundo seguinte me senti culpada &#8211; assim como me senti depois de ver o Museu do Holocausto. Como eu podia rir da situação &#8211; pessoas sendo perseguidas e mortas de um jeito tão cruel? Mas a primeira coisa que senti foi que aquela era uma bela cena, muito bem pensada, há! E ao decorrer do filme, pude ver que aquele não era um mundo que imita o nosso: era um mundo particular, baseado em esteriótipos das nacionalidades. Como se feito por uma criança (ou alguém com a vitalidade e a falta de cinismo de uma criança) só tivesse acesso ao mundo pelos filmes, e todo conhecimento do mundo viesse por um mundo de fantasias.</p>
<p>Assim, os ingleses parecem que não acham nada &#8220;assim tão sério&#8221;; o escocês adora um Scotch; os alemães são todos ou beberrões, ou sádicos, mas sempre atentos aos detalhes, procedimentos, e sotaques (ha!). E os americanos? São os índios do filme. Eles entram para escalpelar e aterrrorizar os nazistas. Numa guerra fora de casa, que não é deles, entram só pra ver o oco.</p>
<p>E assim todo mundo segue as regras; os europeus, pelo menos. A lei do &#8220;acima da mesa, abaixo da mesa&#8221;, continua valendo. Pode passar a ser uma lei do &#8220;acima da cintura, abaixo da cintura&#8221;; as reais inteções do oficial alemão na cena do bar no subsolo são reveladas quando ele mostra uma pistola por debaixo da mesa, e a atriz alemã revela sua verdadeira face ao ter sua ferida pressionada e ao ter o sapato colocado no pé pelo general caçador de judeus. Aliás, quando interrogada pelo Aldo (Brad Pitt), a face real da atriz é muito &#8220;keeping it real&#8221;, garota americana &#8220;telling it how it is&#8221;. Os joguinhos do caçador de judeus funcionam perfeitamente, aliás, até que ele resolve usá-los nos americanos. Não há mais a dinãmica do &#8220;opressor/oprimido&#8221;; as falas só conseguem refletir um &#8220;blank stare&#8221; dos americanos, como se não houvesse comunicação. E não há; são de mundos diferentes. A postura de Aldo é a de &#8220;vocês brancos que se entendam&#8221;. A mente de Aldo trabalha numa lógica diferente; pro que o governo americano tem como produção ilegal de bebida alcóolica, ele tem como uma maneira de sobreviver. Tarantino também tem sua própria maneira de entender a lógica de um filme, e por isso, quando Aldo termina o filme dizendo que a marca que ele faz na testa do caçador de judeus pode ser sua obra prima, você pode entender que é o próprio Tarantino que considera este filme sua obra prima.</p>
<p>Inglorious Besterds é um filme de guerra contado a partir da lógica de Tarantino. O resultado parece aquele feito por alguém que capta o modus operanti e o transforma-o em linguagem. Um Tarantino tarantinado. Concordo sim, pode ser sua obra prima, mas espero que ele seja cada vez mais ele mesmo.</p>
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		<title>Mulher sente amor romântico?</title>
		<link>http://artesmenores.wordpress.com/2009/08/21/mulher-sente-amor-romantico/</link>
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		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 22:46:33 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[abrindo o coração]]></category>
		<category><![CDATA[Female Bonding]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Austin]]></category>
		<category><![CDATA[Mr Darcy]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu adoro farofa, e música farofa também, claro. Ultimamente a minha farofada musical preferida tem sido a Katy Perry. 
Katy começou como artista mirim, cantava músicas gospel. Cresceu na estrada, deve ter amadurecido cedo. A impressão que eu tenho é que ela é do tipo que diz, fuck this shit, agora meu nome é Zé [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artesmenores.wordpress.com&blog=2915765&post=776&subd=artesmenores&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Eu adoro farofa, e música farofa também, claro. Ultimamente a minha farofada musical preferida tem sido a Katy Perry. </p>
<p>Katy começou como artista mirim, cantava músicas gospel. Cresceu na estrada, deve ter amadurecido cedo. A impressão que eu tenho é que ela é do tipo que diz, fuck this shit, agora meu nome é Zé Pequeno!<br />
(sabe, uma pessoa que descobre que pode se reinventar pra ser o que ela se sente mais confortável em ser)</p>
<p>Foi assim que ela escreveu músicas que viraram hinos das baguettes (female douche bags), como &#8220;I kissed a girl&#8221; e &#8220;You&#8217;re so gay&#8221;. </p>
<p>Bem, como tudo me motiva a pensar, eu ando pensando muito nessa música dela chamada Mannequin. Vou postar um vídeo dela cantando a tal música só no voz e violão, pra vocês não comprometerem seus gostos musicais com a produção farofa da versão do álbum:</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://artesmenores.wordpress.com/2009/08/21/mulher-sente-amor-romantico/"><img src="http://img.youtube.com/vi/ctUxeNHn8G0/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>Bem, vamos ao que eu pensei com essa música. A letra fala de uma menina que quer conquistar um rapazote e não sabe como. Não é uma menina tímida, é alguém pra quem normalmente &#8220;breaking down a man is no workout&#8221;. Não é uma menina esperando que um cara a note. Não tem aquela parada de fazer um makeover pra ficar do jeito que o cara gosta. É alguém que se sente impotente frente ao objeto de desejo (I&#8217;m such a fool, this one&#8217;s out of my hands, I can&#8217;t put you back together again). </p>
<p>Aliás a frustração é o centro da música. Ela reclama que o cara não demonstra sentimentos, e por isso, é um boneco. Ela faz referências à história do Pinóquio (I keep knocking on wood hoping there&#8217;s a real boy inside / You&#8217;re not a man, you&#8217;re just a toy, could you ever be a real, real boy?&#8221;). Na frustração ela tenta argumentar que pode salvá-lo (If the past is the problem my future could solve it/ I could bring you to life if you let me inside). Diz que pode dar a ele uma recompensa, que não é sexo, não é ter uma namorada bonita, nem um troféu: é ser uma versão melhor dele mesmo &#8211; segundo os parâmetros que ela define na letra, ser um homem com sentimentos é melhor do que ser um objeto inanimado que só tem forma de homem (It will hurt but in the end, you&#8217;ll be a man.)</p>
<p>Então fiquei pensando. Quem é que se sente frustrado frente ao objeto de desejo? Quem argumenta poder salvar, fazer do objeto de desejo uma versão completa de si, melhor? Me lembrou muito uma coisa meio de príncipe encantado. Essa coisa de &#8220;vou te fazer mulher&#8221;, de se apaixonar por alguém vulnerável e prometer cuidar, nutrir, sem nenhuma referência à um cuidado maternal. Amor romântico. </p>
<p>Tentei lembrar de alguma música em que uma mulher expressasse isso. Só consegui pensar em músicas em que a mulher fica frustrada que o cara não vem atrás dela, numa forma de perseguição passiva. Outras, em que ela exige respeito, poder, mas se limita a impor condições para ser cortejada. Alguém aí pode me contradizer? Fiquei meio chateada.</p>
<p>Bem, mas é uma das razões de eu gostar muito da Katy Perry. Gosto de gente que não fica arranjando desculpas, que tem medo do &#8220;outro&#8221;. Na verdade, o que a Katy parece falar é que gostaria de um igual. Afinal, a lógica parece ser, se ele sentir emoções, poderá reconhecê-las. Me parece ser o essencial.</p>
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		<title>Propósitos da Viagem 2</title>
		<link>http://artesmenores.wordpress.com/2009/08/13/propositos-da-viagem-2/</link>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 00:28:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baru</dc:creator>
				<category><![CDATA[hermione complex]]></category>
		<category><![CDATA[tempos de outrora]]></category>
		<category><![CDATA[infância sui generes]]></category>

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		<description><![CDATA[A memória mais antiga que me vem à mente de minha mãe me lendo uma história é de estar no quarto, na Savana, muito admirada da história do Touro Ferninando. Era um livro de origem espanhola. Minha mãe nasceu na Espanha e sempre gostou de mostrar pra gente um pouco da cultura de lá. Fora [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artesmenores.wordpress.com&blog=2915765&post=755&subd=artesmenores&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>A memória mais antiga que me vem à mente de minha mãe me lendo uma história é de estar no quarto, na Savana, muito admirada da história do Touro Ferninando. Era um livro de origem espanhola. Minha mãe nasceu na Espanha e sempre gostou de mostrar pra gente um pouco da cultura de lá. Fora a comida, (tortillas, etc) a espanha pra mim era aquela coisa do Touro Ferdinando. Ele era um touro muito dócil, adorava ficar cheirando as flores, não servia pra tourada. Até que um dia ele foi picado por uma abelha e ficou muito bravo. Depois que a dor passou, ele voltou ao normal.</p>
<p><span id="more-755"></span></p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://artesmenores.wordpress.com/2009/08/13/propositos-da-viagem-2/"><img src="http://img.youtube.com/vi/o_z5SFP78RQ/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>[É claro que a parada do Ferdinando é uma parada meio americanizada. Eu não sabia. Damnit a minha mãe sempre me ensinando coisa da gringa! <a href="http://tertulhas.blogspot.com/2009/04/o-touro-ferdinando-o-pacifista.html">Nesse blog</a> tem mais sobre a história. Tem uma mensagem pacifista. Pela capa vermelha, deve ser comunista também. Eu não tinha como sair diferente!]</p>
<p>Era um daqueles livros que minha mãe lia milhares de vezes. Calhou que eu virei mó touro Ferdinando.</p>
<p>O negócio era que minha mãe também inventava histórias. Uma das memórias mais felizes que tenho da minha infância foi da época que ela começou a contar uma história em capítulos pra mim e pro meu irmão. Eu fiz isso uma época, mas com a Mana e a Hiroko, de tão gostosa que era essa lembrança pra mim. Era ótima revivê-la.</p>
<p>Mas voltando à história que minha mãe contava. Não era bem uma história inventada, era uma história reclamada da memória. Era uma coleção de livros que minha mãe lia quando morava na Obamaland, chamada <a href="http://www.kidsreads.com/series/series-boxcar.asp">Boxcar Children</a>. Recentemente achamos o título na <a href="http://www.strandbooks.com/">Strand</a>, mas quando a encomenda chegou,  vimos que era uma história em quadrinhos. <a href="http://www.sadtrombone.com/">Cue to sad trombone</a>.</p>
<p>A história era a de quatro irmãos que, recém-órfãos, decidiram fugir do avô, que teria direito à custódia deles, por temerem que ele fosse um homem cruel. As crianças então começam a ter uma vida independente, morando provisoriamente num vagão de carga de trem (daí o nome dos livros, boxcar). Aquilo de ouvir uma história sobre crianças independentes era demais. O mais velho fazia uns bicos e conseguia sustentar os irmãos. Eles interagiam com a população local toda, mas a independência (principalmente, a independência de um guardião tirano) era essencial pra eles. No final dá tudo certo, o avô não era mau como eles achavam, conquista a confiança deles e todo mundo vive feliz.</p>
<p>Minha mãe sempre contava histórias de lugares distantes, mas nunca dizia que eram distantes. Eu nunca tinha visto um touro na vida, mas tudo a respeito do Touro Ferdinando era perfeitamente familiar. A história das crianças também. E eu nunca tive um avô potencialmente cruel, nunca tinha visto um vagão de carga de trem.</p>
<p>Hoje eu vejo que a história do Ferdinando era sobre como &#8220;parar e cheirar as flores&#8221; não deixa você mais fraco; como biologia e anatomia não definem destino (você não precisa ser como todos os touros pra ser feliz). A das crianças, que você pode decidir seu destino. Aquilo de escapar do tirano e viver independente é muito analogia da história americana, né? Ter esses ideais diluídos numa história de criança não é mole não.</p>
<p>continua&#8230;</p>
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		<title>Propósitos da viagem</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 19:40:58 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Estou aqui dispersa, é melhor fazer algo construtivo.
Quando eu estava estudando pra conseguir meu diploma em inglês foi mal eu sou foda, reconhecido pelo governo britânico (o que tornaria ele algo do tipo diploma in make me a sammich bitch na Obamaland) eu costumava ouvir podcasts e coisas do gênero enquanto caminhada. Não era de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=artesmenores.wordpress.com&blog=2915765&post=750&subd=artesmenores&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Estou aqui dispersa, é melhor fazer algo construtivo.</p>
<p>Quando eu estava estudando pra conseguir meu diploma em inglês foi mal eu sou foda, reconhecido pelo governo britânico (o que tornaria ele algo do tipo diploma in make me a sammich bitch na Obamaland) eu costumava ouvir podcasts e coisas do gênero enquanto caminhada. Não era de propósito, eu sou nerd mesmo. Cansada de ouvir as mesmas coisas, descobri o <a href="http://librivox.org/">librivox</a>, um site que aspira ser como um <a href="http://www.gutenberg.org/wiki/Main_Page">projeto gutemberg</a>, ou seja, promover a disseminação de livros de domínio público. Aqui no Brasil temos o <a href="http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp">dominio público</a>, é muito, muito legal.</p>
<p>A diferença do <a href="http://librivox.org/">Librivox</a> é que os livros estão arquivados em áudio. Voluntários se organizam e publicam volumes e mais volumes de livros em diversas línguas, todos em domínio público. O que mais me agradou nesse projeto foi poder ouvir os sotaques mais diversos combinados na leitura de livros clássicos. Eu peguei inclusive alguns textos em português, contos pequenos de Machado de Assis. Achei maravilhoso ouvir essas histórias na voz de um pernambucano e de uma portuguesa.</p>
<p>Eu não sei vocês, mas eu adorava que minha mãe lesse pra mim quando eu era criança. Até hoje, desconfio que a voz que soa na minha cabeça (ou pelo menos a cadência, não sei), é a da minha mãe. É muito engraçado ter alguém narrando a história pra você.</p>
<p>Uma dessas histórias em especial me marcou muito. Em primeiro lugar, eu me identifiquei muito com os personagens principais. Também me identifico muito com o autor. Finalmente, achei interessante a voz de um dos voluntários. Foi bem triste descobrir que ele era gay. Eu juro que tava considerando ir pra Inglaterra me declarar, só pra forçar ele a ler pra mim toda noite.</p>
<p>Eu citei essa história no post anterior: An International Episode, de Henry James. Você pode ouvir a <a href="http://librivox.org/an-international-episode-by-henry-james/">versão Librivox</a> aqui e praticar pro seu exame Cambridge. Eu desconfio que consegui minha nota A graças às caminhadas diárias com podcasts.</p>
<p>Bem, agora tive a idéia de 4 posts: sobre minha mãe contadora de histórias, sobre a história do livro, sobre o Henry James, sobre a voz do arquivo. E eu comecei falando de própósitos da viagem, o post acabou e não vem viagem nem propósito. Quer dizer, tudo vai fazer mais sentido na parte final do post.</p>
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