Você sabe que está estudando demais quando…

…você acha que o autor está falando com você, diretamente. Não importa se o livro tenha sido escrito em 1988, por um comunista italiano. Ele parece estar respondendo às coisas que andam minhocando na minha mente:

“Não, a vida é naturalmente irracional: racional é o pensamento que se entrelaça à vida, resolve os problemas continuamente colocados por ela, transforma-a em consciência da vida”

(Argan, G.C. Arte Moderna. p. 272)

Ele tá falando sobre como Gropius interpreta a racionalidade e como se propõe a pensar a arquitetura racional (e tudo mais que ele realiza como sendo racional).

” A salvação não reside na razão que faz projetos, mas na capacidade de viver com lucidez a casualidade dos acontecimentos. Tudo se resume a encotrar o ritmo próprio e não perdê-lo, aconteça o que acontecer.” (p. 532)

Aqui ele tá falando do Pollock e seus quadros “respingados”, e também do Jazz.

Dr Argan, tá anotado. É sempre bom conectar-se com alguém, mesmo que este alguém já esteja morto.

Isso dito, chega de estudar. Amanhã vou dar uma pausa. Quando fica pessoal demais, eu fico querendo voltar pra NY…

Rolling with the punches.

O repeteco

Vi “Dança com Lobos hoje”, e não passou na regra dos 15 anos. Terei eu ficado cínica demais?

Pareceu muito velho. MUITO. Que mundo era aquele que criou “Dança com Lobos”?

Não parece o mesmo mundo que criou “Inglorious Basterds”. Esse que vi e revi depois de ter 15 anos. Tinha menos de 15 anos quando vi Pulp Fiction, sem gostar. Será que hoje eu gostaria? Acho que revi depois dos 15, e não gostei.

Aos 13 eu chorei vendo “Cinema Paradiso”. Chorei que funguei e saiu meleca e foi aquele drama. Por anos continuava chorando ao ver “Cinema Paradiso”. Chorava só de ouvir os violininhos. Agora acho o Toto um belo de um f¨lha da p*ta. (Não é auto-censura, é pra evitar o search engine).

Eu lembro quando era criança e ia ao cinema com minha mãe, ela sempre parecia ter um acesso privilegiado à narrativa. Ela sabia explicar tudo do filme! Sabia coisas que ainda iam acontecer. Eu nunca tinha percebido que acabei passando anos com a sensação que existiam pessoas com um acesso privilegiado às coisas da vida.

Hoje em dia parece mais que tá todo mundo criando seu mundinho particular, e ninguém vive no meu mundo. Os meus problemas são só meus mesmo.

Em Dança com Lobos, tinha sempre um índio muito sabido.

No meu mundo não tem mais índio sabido nenhum.

O meu mundo tá mais pra cada um por si, acreditando na narrativa particular de cada um, as vezes se unindo a outros com objetivos diferentes mas um gosto especial pela sensação de estar vivo.

No meu mundo sou só mais um Inglorious Basterd.

Arrivederci.

Eu sofro com telemarketing e quem paga é você, amigo

Baru: boa tarde senhor andré, estaria interessada em fazer uma doação de chocolates?
André : doação de chocolates? Como é isso?
Baru: perfeito, a doação de chocolates consiste na aquisição de chocolates por parte de terceiros, sem ônus financeiros aos mesmos
Baru: a proposta aqui é que a aquisição de chocolates referida seja financiada pelo senhor, confere?
André : uhaeuhuaehuae, mas para que fim?
Baru: para fins de contribuir com o nivelamento da química do cérebro feminino de terceiros

Passei o dia falando com atendentes de telemarketing mil. Clusterf*ck do caramba.

E no final só fico pensando, a nossa vida tá cada vez mais pulverizada e descontruída, ninguém tem mais noção do todo, é briga de faca em cabine telefônica…

Publicado em: on Outubro 29, 2009 at 3:28 pm Comentários (5)
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Amor e ódio na Vila

Quando eu era criança e morava aqui no Rio, eu tinha que passar férias em Brasília. Pra mim era a coisa mais estranha do mundo. Eu cumpria todas as obrigações de criança numa cidade de turismo e ia “descansar” numa cidade admnistrativa.  Eu lembro de descer do avião e pensar o equivalente da época para WTF. Como é que eu voltava bronzeada das férias? Eu morava numa cidade de praia e nunca ia pra praia. Mas claro que tem explicação. Eu não tinha amigos. Os poucos que eu tinha não iam pra praia. Uma vez a mãe de uma amiga minha me levou com a turma pra praia do Leme; parecia um sonho. Então eu fui muito pro fundo e não conseguia voltar. Eu comecei a agitar os braços pedindo socorro e a mãe da minha amiga acenava de volta, tchaaaau! – achou que eu estivesse brincando. Eu consegui voltar (claro né), e fui perguntar porque ninguém tinha ido me ajudar. A mãe da minha amiga ficou traumatizada, achou que levar criança pra praia era muita dor de cabeça pra ela, e foi o fim da minha vida de garota da praia.

Em Brasília a gente vivia entre o clube e o shopping – que durante muito tempo era o único. A minha vida nessa época era ler revistas em quadrinho e colecionar CD’s (tô matando todo mundo de inveja). E se não bastasse eu ter essa malemolência social toda, eu me sentia mais ET ainda entre a minha família. Quer dizer, pra ficar mais claro, entre a família do meu pai.

Não fui criada muito com eles. Depois que meus pais se separaram, eles sempre agiam como se minha mãe tivesse esnobado a família toda. De vez ou outra vinha alguém dizer que minha mãe era alcólotra, que era uma solteirona, coisa e tal. Eu sempre achei muito difícil entender e lá pelos meus anos mais rebeldes (uiuiui) me convenci que eles agiam assim porque tinham essa mentalidade de pod people. Assim, como se fossem corpos diferentes para uma mesma mente. Assim, o que um sofria era ofensa pessoal pra cada um dos outros. Até hoje eles não se envolvem muito na minha vida, e eu fico até aliviada. Toda festa de família ia todo mundo, mais os amigos e os amigos dos amigos, e sempre é uma muvuca de mais de 80 pessoas pra comemorar qualquer coisa. Fazem um festival de frutos do mar pro dia da páscoa. E todo mundo passa o dia bebendo. De noite tem sempre alguém dando escândalo, ou me puxando pro lado e desabafando algo. E nunca ninguém lembrava do meu aniversário ou qualquer coisa pessoal. Ah, e nesses desabafos, nego não regula os detalhes não, sabe? É um TMI FTW (gente do céu eu sou muito nerd).

Pois que os moradores da vila aqui do lado são bem desse jeito. É um tal de levar discussão do foro íntimo pra rua que eu vou te contar. Agorinha uma mulher gritava com um homem (não entendi as palavras) daquele tom recriminador “ô imbecil você entende as crianças”, e o cara respondendo “ué existe isso de entender mas criança não faz sentido” e uma vozinha de criança fazendo mimimi denguinho. Tudo podia ser tranquilamente discutido em casa, mas eles vão fazendo na rua mesmo, gritando, e páram bem debaixo da minha janela. Ah sim, pq o povo da vila é multi-tasking:

Mulher da Vila genérica: ô fulano você é burro não sabe fazer nada

Homem da Vila genérico: caraca você que é uma estúpida, sua estúpida

Velhinha da Vila genérica: Oi MVG, você viu se o homem da net passou aqui hoje?

MVG: Peraí que eu falo com você seu ignóbil — ah, dona VVG, não vi não, ele falou que vinha hoje?

HVG: Dona VVG, me diz o que é que eu conserto pra sinhora

VVG: Oi? O homem da net!

E enquanto eu ouço esses diálogos de louco eu fico pensando, isso é familiar… de onde? Ah… e lembro da minha família. E penso, ai como é bom estar sozinha! E logo em seguida me corrijo: sozinha como?

Eu sei que as pessoas acham que multitasking é uma qualidade positiva, mas eu estou me convencendo que meu onetrack mind é a melhor solução pra mim (ahahhaha ninguém vai entender a piada, lindo).

Só pra terminar, um cara teve uma conversa com um amigão que está morando em Curitiba e gostando muito. Como eu sei? Eram 10 da manhã e o cara resolveu ter uma longa (e gritada) conversa no celular, embaixo da minha janela.

Publicado em: on Outubro 12, 2009 at 9:08 pm Comentários (6)
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We have a winner!

Talita nem começa a frequentar a casa e já acerta no alvo.

Sim, provavelmente é algum ataque gástrico por motivos emocionais. O detonador foi voltar à Brasília.

Depois de meses aqui trancada e refém de moletons e meinhas, agora faz calor no Rio. Eu espalhei mini-pôsteres do Klimt pela sala também.

Agora vai, assim é mais fácil ser feliz.

Publicado em: on Setembro 8, 2009 at 11:44 am Comentários (3)
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Inside the Actors Studio’s Questionaire (2)

  1. What is your favorite word? Blue
  2. What is your least favorite word? Smother
  3. What turns you on creatively, spiritually or emotionally? Good puns
  4. What turns you off creatively, spiritually or emotionally? Pasmaceira
  5. What sound or noise do you love? Som da vida na rua
  6. What sound or noise do you hate? Cellphone ringing
  7. What is your favorite curse word? Tamerda
  8. What profession other than your own would you like to attempt? Bass player
  9. What profession would you not like to do? Vendedora
  10. If Heaven exists, what would you like to hear God say when you arrive at the Pearly Gates? Why do you look like a pink unicorn?

(e no ano passado…)

Etelvina, sua criada

Peço desculpas pelo post chato.

Achei essa frase da Clarisse Lispector e me identifiquei:

“O que obviamente não presta sempre me interessou muito. Gosto de um modo carinhoso do inacabado, do malfeito, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno vôo e cai sem graça no chão.”

(Agora a chateação do post dá suas caras; sempre me avisam que eu sou muito técnica quando escrevo, mas é porque as idéias tão gritando “a fila anda!” lá de trás, e, bem, aqui eu posso, dá licença)


Motivo #1

Eu acho que sei como o que “obviamente não presta”, “inacabado”, “malfeito” desajeitadamente tenta um pequeno vôo e cai sem graça no chão” sente. Não porque eu ache que não preste, que sou inacabada, malfeita. É só essa tensão constante misturada com uma vontade forte. Todas as duas, forças direcionadas para coisas as quais se diz, “mas, pra quê?”, “é de comer?”, “faz dinheiro?” “puta que pariu, você merece sofrer, que idiota.” Uma energia enorme que se dissipa e se concentra e se dissipa e se concentra e se dissipa e se concentra e se…

Motivo #2
Você diz pro que obviamente não presta, inacabado, malfeito, que gosta, e ele te acha uma idiota. É adorável. Você elogia e ele logo acha, ah, que puxa, lá vem o elogio da cauda grande.

(parêntese: o elogio da cauda grande te dá uma chicotada que te pega de surpresa)

Ele pensa, uma hora ela vai se tocar que eu não presto, porque isso é óbvio. Ela é inteligente, só pode estar de sac*nagem comigo. Mas mal sabe o mal acabado que eu pensava a mesma coisa.

Motivo #3
É a Clarisse. Eu lembro que o primeiro livro dela que tive em casa era o do coelho. A capa era assustadora, nunca li. Fiquei ligando coelho medonho da ilustração da capa a Clarisse Lispector, com aquele olhar de lança. O olhar dela em todas as fotos que eu via era perfurante, ok, mas perfurar é pouco, aquilo era lança de matar cavalo. E uma vez eu fui pro Museu da Língua Portuguesa porque tinha uma exposição sobre ela. Num vídeo eu ouvi sua voz pela primeira vez. Achei muito estranho. Que sotaque é esse? É de onde? Ela é ucraniana (não sei, joguei a piada, sei que ela é eslava), mas chegou ao Brasil cedo. Que sotaque é esse? Pois não é sotaque. Ela tinha a língua presa. Estava lá aquela mulher de olhos de lança, postura impecável na poltrona de entrevistada, dominando a cena, …e a língua presa. Uma dificuldade de fala, uma lança nos olhos. Inacabada. Em algum lugar li que ela tinha sido recebida no mundo literário com um pouco de desprezo, porque “Lispector”, e pior,”Clarisse”, eram nomes ridículos. Obviamente não prestam.

E isso de terminar logo de cara, começar já acabado, remediado está. Eu sinto uma alegria tão grande de suspeitar que sabem como me sinto. É bom botar a planta do pé no chão depois de tanto tempo andando na ponta dos pés. Mas aí que nem começou e já acabou, eu quis fingir que não tinha acontecido, mas voltar a andar na ponta dos pés assim… Agora que já tateei o chão, a ponta dos dedos sabe que tem todo aquele espaço inconquistável, e é tão pior assim.

Obrigada, volte sempre!

Ontem minha tia veio aqui fazer uma visita e trouxe uma amiga. Eu achei tranquilo isso, até porque há 3 anos atrás, eu fui na casa dessa amiga e tudo. Reciprocidade, certo? Na verdade eu não convido qualquer um pra minha casa, mas se ligarem pedindo pra vir, eu não sei dizer “não vou estar”, ou qualquer desculpa do tipo. Recebo, ofereço água, café, o que tiver.

Pois a amiga veio e aprovou o meu apartamento, disse que estava estiloso. Ao ver a cozinha, disse, ah, é boa, cabe fogão, você não vai cozinhar muito mesmo…

- Não, eu cozinho. Cozinho todos os dias, adoro cozinhar.

Corta para a cara de espanto #1 da visita. Outras caras de espanto se seguiram, e eu devia ter prestado mais atenção.

Nota mental: Porquê as pessoas assumem que eu não gostaria de cozinhar?

Depois, sentada no meu sofá, ela continua: aprova que eu não tenha TV.

Nota mental: Porquê ela tá achando que eu não tenho TV? Eu tenho um computador, vejo bobagem nele todo dia. Não ter TV não é nenhum veganismo intelectual da minha parte.

Daí começamos a conversar sobre cultura e tudo mais, e quando falamos de cinema, ela vai citando que fez cursos na Casa do Saber e tal, dá o pedigree do professor, mas nenhuma idéia própria. É um perigo isso pra mim, porque eu me empolgo a falar e a pessoa fica sempre surpresa. Eu não posso dizer onde li isso porque eu que pensei, é condensação de experiência e não nota taquigráfica. Não acho nada de mais querer ser diletante, as pessoas que tem curiosidade e querem matá-la estão no seu direito. Mas fatalmente acabo dando uma de professora. Eu sei que ofende. Eu devia ter me controlado mais. Mas é muito difícil ouvir alguém falando algo e esperar que eu concorde. Na minha cabeça, uma conversa se dá com: uma pessoa fala, a outra também, as idéias se encontram no ar e vão virando outras coisas. Isso de falar esperando que alguém concorde é, pra mim, reservado para momentos cersibon entre eu e a Juju.

Mas a moça foi me deixando falar e dando corda e tal, e eu me descontrolei. Fiquei pensando lá no fundo, nossa, será que lá vem o comentário passivo agressivo? Claro que sim, é o eterno retorno! (piada intelectualesca, ignorem)

“Poxa Bárbara, na sua idade não deve ter ninguém assim que nem você, você nem deve ter muitos amigos! Deve todo mundo te achar uma esnobe quando você começa a falar essas coisas. Deve todo mundo te achar um ET! Que bom que você tá tentando o doutorado, é a sua cara mesmo!”

Vou programar um choque pra toda vez que eu começar a falar feito professora.

Publicado em: on Agosto 3, 2009 at 11:48 am Comentários (7)
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Até uva passa

Ontem eu ouvi uma música que costumava me lembrar alguém. São aquelas músicas que as pessoas te apresentam e que você acha geniais, e fica com pena de não conseguir ouvir de novo porque sabe que vai lembrar da pessoa. Eu ouvi essa música ontem e não senti nada. Não achei a música genial, não me deu aperto no coração.

Eu vivo falando que aquela pessoa é só uma lembrança, e não é. Vida adulta é estranha. Eu penso dessa pessoa com carinho, lembro do seu sorriso e me vem um grin automático nos lábios. Ao mesmo tempo, sei que essa pessoa só me vem à lembrança quando estou me sentindo feito a música “Ruins”, da Melissa Etheridge: “When I feel the cold and the dark, I remember you”. Me vem um sorriso e um peso no peito. Sei que essa música (Ruins, não a do rádio) é boa demais pra essa pessoa. Ele não me deixou em ruínas. Só posso dizer que minha decepção é que ele não decepcionou. As vezes a gente fica achando que a pessoa só parece ruim, que no fundo, no fundo, ela é boa. Mas não. A gente não sabe de nada.

A gente fabrica desculpas porque quer muito confiar nas pessoas. Mas eu devia ter visto que não era de verdade. Houveram várias oportunidades para isso. Mas ao mesmo tempo eu sentia que deveria engolir as mentiras e as canalhices. Afinal, todo mundo fala que é tudo coisa da minha cabeça, que se eu quisesse mesmo, não ficava sozinha. Então eu decidi que teria sentimentos profundos, apesar de mim mesma, apesar dele. Achei que seria libertador, e foi.

Agora a porta está escancarada e eu não estou vendo nada que achei que veria. Estou vendo um monte de coisas, e nada é bom ou ruim, assim como a música também não. É só uma música. Aquilo que foi um grande evento até que se concretizou, agora é só uma anetoda. A música que me fazia ter aquelas sensações pulsantes todas, é só mais uma no rádio.

O próximo baque vai vir sem planejar. Eu planejei dar as caras, fazer coisas contra a minha natureza. Eu não me arrependo. Não acho que seja necessário sofrer. Mas “sofrer” as vezes é só questão de perspectiva. Um pouco de tempo e eventos, e o sofrimento vira só mais outra música no rádio.

Mas é claro que eu ainda vou lembrar dele quando estiver mal. Fico pensando se ele está bem,  e que ele mal deve lembrar do meu nome. E talvez sempre vá pensar que no final eu seja a criminosa mesmo, pois usei ele pra provar algo pra mim mesma.

O Outro lado

Ontem correu tudo bem. Quer dizer, demorou até conseguir dormir, mas dormi. E acordei ótima. Tomei café na padaria, já que o fogão ainda não tinha chegado.

O fogão já chegou, mas só vai ser instalado outro dia.

Agora estou aqui, sobressaltada com cada estalo que a geladeira dá, cada barulho que passa dos apartamentos vizinhos pro meu, etc, etc, etc…

Ainda sim, prefiro dormir na minha cama do que nacasadosoutros.

A vida continua :)

Publicado em: on Junho 24, 2009 at 11:47 pm Deixe um comentário
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