FRAM

Eu tinha um blog nos meu último ano de graduação que era a minha catarse. Minha vida era horrível e só assim eu me aguentava. Eu trabalhava pra ECT, meu primeiro estágio, também o mais longo. A Juju achou o blog esses dias, e resolvi recuperar meus posts preferidos… Ah, o nome do blog era Filme Ruim de Artes Marciais, ou FRAM, para os íntimos.

2/23/2005

“Mas que estagiária mais chata!”

Coisas que eu ouço no trabalho:

” Eu tenho vergonha de te falar umas coisas, vc é muito séria.”
“Ai, eu tenho uma estagiária certinha, que droga, coitada de mim”
“Essa proposta não é muito filatélica”
“Você parece trabalhador de obra, acaba uma coisa e fica, ‘tem mais trabalho? tem mais trabalho?’ “
“Baru, isso aqui é urgente, largue o que você está fazendo” – geralmente é algo que acabaram de me dar pra fazer e é bem mais interessante.

2/28/2005

Rir pra não chorar

Chefe – Olha Baru, vc vai fazer uma marca pro Brasil INTEIRO! Olha que legal!
Eu – É, e não vou ganhar nada…
Chefe – Ah, mas vc quer ganhar dinheiro também? Vc é muito capitalista.
Eu – Ora, mas eu tenho que me sustentar! Não posso ficar morando com a minha mãe a vida inteira.
Colega – O que vc tem contra “mães”?
Eu – Nada, mas quero ter minha vida.
Colega (para chefe) – A gente dá a mão e eles querem o braço.
Eu – Tá, eu faço.
Chefe – Ora, eu não tava pedindo…Só tava sendo educada.
Eu – É né…e ainda vai rolar uma concorrência especulativa né, vai pedir pra um monte de gente fazer propostas (e depois jogar as que não foram escolhidas fora)

A conversa parou por aí, era em tom de piada mas eu não estava de brincadeira.

3/02/2005

Procura-se um estágio desesperadamente

Hoje a minha chefe não me despediu, mas me aconselhou a sair. Segundo ela, eu ando terrivelmente desestimulada.

4/16/2005

Eu mereço

Hoje fui na aula de Japonês (ê menina dedicada!), mas meus amiguinhos resolveram não ir. A sala só tem três pessoas e recentemente mudamos de professora (agora é uma japonesa de verdade, que mal fala português).
Lá estamos nós naquela dificuldade que é me fazer ler aquelas frases gigantes para que eu decore as estruturas, eu naquela vontade de sair correndo, me achando louca, vai fazer uns 5 anos sei lá que eu tou aprendendo japonês, que menina estranha.
A última estrutura era de pergunta-resposta, e assim o último exemplo era sobre uma pessoa perguntando à outra quando é que ia ser o casamento.
Minha professora buscou no fundo de sua criatividade uma frase com a tal estrutura, mas, na pressa e já que estávamos falando de casamento mesmo, resolveu me fazer uma pergunta parecida. Mas antes ela precisava saber o essencial:
“Barbara-san, você tem namorado?” * traduzido
“Não”
“Ah, então casamento não né!”
“…”
“Ah, mas vc é jovem…sem namorado…não vai casar…ah mas trabalhar é bom né!”* traduzido

Sim, pras japonesas casamento é sinal de aposentadoria.

Maldito Rousseau.

4/08/2005

E no Paraguai,

Teve uma missa em algum lugar em respeito à morte do Papa.
Os fiéis colocaram velas com fitas pretas no altar.
Um menino vestido de Papa cruza a cena com algo nas mãos.
Segundo o narrador da notícia, é uma pomba.
UMA POMBA PRETA.

Deram uma pomba piolhenta pro muleque soltar (largar no chão) na igreja.

5/16/2005

Formigas

As daqui do quarto, quando eu mato, deixam cheirinho de bala de menta.
É sério.

Eu queria alguém pra conversar.

5/05/2005

Cara Chato

Apareceu um cara chato no meu trabalho. Ele fez uma ilustração que seria usada numa peça da empresa onde eu trabalho. Note que eles pagam pela ilustração, certo?
Eis que ele queria o resultado final da peça pra colocar no seu portfolio. Então, eu, estágiária, fui lá mostrar o arquivo pra ele. Enquanto isso minha chefe esperava que eu adivinhasse seu pensamento e ficou irritada quando eu não entendi o que ela queria, talvez fosse tudo influência maligna do Cara Chato.
Abobadinha e confusa, abri o arquivo e fui fazer uma imagem pra que ele pudesse levar pra casa.
“Ah. A fonte ficou menor/maior (não me importa). Não ficou como eu fiz. Tirou o equilíbrio do trabalho”, o cara soltou do nada, olhando pra tela.
Ele estava analisando a fonte que colocamos por cima da arte dele.
Eu fico irritada com esse povo que não respeita a legibilidade das fontes. Meu amigo, pra imprimir e não sair borrão tem que ficar de um tamanho certo. Claro que eu não falei isso. Um Cara Chato não merece explicação.
O contrato dizia que o artista contratado deveria ser proprietário do material que ele estivesse apresentando. Meio óbvio não? Mesmo se for ilustração, se ficar óbvio que o cara fez a partir de uma foto, dá processo. O Cara Chato fez um trabalho lindo mesmo, fenomenal. Mas aí depois de contratado mandou a empresa comprar as 3 fotos que ele usou como referência.
Deu mó rolo. Era pro cara ter comprado. O contrato diz isso. Questão de interpretação, talvez? Bom senso, talvez? O caso é que o Cara é Chato.
Não satisfeito em semear pérolas da chatice humana, ainda falou pro chefe da minha cordenação “rever isso” (no caso das fotos). Tipo, no tempo que eu trabalho lá, nunca tinha acontecido.
Aí o Cara Chato vira a bazuca pra mim.
“Você é a estagiária?”
“Ganha quanto?”
“Ah, é POUCO. Achei que fosse MAIS. Tipo o DOBRO.”
Pois se todos os artistas que eles contram fossem que nem vc, devia mesmo.
Acho que não vão chamar ele mais não.

6/02/2005

Relatório


Coisas que eu adoro no meu novo estágio:

O Supervisor avalia meu trabalho assim: “Gostei dos ícones que vc fez, mas esse não está combinando com o resto. Perceba que eles têm a idéia de “raio-x”, tente não fazer nada em perspectiva, vc pode tentar algo assim, ou assim…” ;

A sócia do escritório me oferece sushi que ela “comprou a mais” de almoço bem no dia que eu fico até a uma da tarde e estou sem um tostão no bolso;

O lugar é lindo lindo e a porta parece algo de ficção científica, o banheiro também, já falei que é lindo?;

O horário da manhã começa às 9;

Pra eles Corel é paravrão.

Coisas que eu estranho no meu novo estágio:

- Não tem o Mário cantando/assobiando/cantarolando T_T;
- Não tem gente doida conversando;
- Não tem barulho doido de celular, e-mails bestas e hino de futebol.
- Não tem a chefe doida e legal T_T;
- Não tem colega pra conversar…

Ah, e hoje arranjei outro “estágio”, só duas vezes por semana. Também confirmei a ida pro Maranhão!

Engraçado mesmo foi eu fazendo minha grade horaria nova, colocando os horarios de estagio, aulas e…LOST… hehehe

BOPE

Eu tinha prometido pra um evangélico, lá de uma das matérias que eu faço na UnB, um desenho pra ele colocar na camiseta de um grupo de jovens da igreja dele. Caraca, eu tenho que calar a boca. É que eu tava tão empolgada em distribuir os cartões do Imago, bem, já era né. Claro que ele soltou aquela “ah mas eu sou um pobre coitado, como vou pagar…” e eu falei que fazia de graça. Eu não sei que espírito toma conta de mim nessas horas. Pois bem.
Eu comecei a ficar enrolada demais com trabalho e VENDO STAR WARS 4 VEZES, aí tava começando a desistir mas sempre esquecia de falar pra ele. Ele até me deu uns subsídios para o trabalho (rs) mas eu vi que ia ter que vetorizar um monte de coisa…aí eu ganhei esse estágio novo…ah mas ele falou que não tinha pressa…
Pois outro dia ele veio me cobrar. Tava vestido com o uniforme do BOPE. Vocês estão entendendo??? BOPE. Batalhão de Operações Policiais Especiais? Batalhão de Oficialização de Pelotão de Execução? Barbara é Obrigada a Pagar ou é Executada?

“E aí, e o meu desenho?”, ele pergunta.
“Ah, tou fazendo, tou fazendo! Te entrego na quinta!!!”

Gente, ainda não deu tempo de fazer T_T Socorro, o BOPE vai me pegar…

7/03/2005

Bença

Vocês devem saber que sou baixinha. Isso não é o pior dos meus problemas.
Comprei um livro sobre “como se vestir bem apesar de seus defeitinhos”, descobri que tenho pelo menos 5 que o livro cita e mais alguns, o que faz com que algumas escolhas de peças se contradizam. Invariavelmente alguma coisa vai ficar saltando aos olhos em toda sua imperfeição. Bem. O caso é que além de ser baixinha, tenho medo de altura.
A escada do meu estágio oficial é aquelas em caracol, de cimento. Tem um corrimão que é uma piada, é só um tubo de metal safado. Fica um vão enorme entre ele e os degraus. A escada vai do subsolo até o mezanino. Toda hora é um sobe-e-desce na escada, já que a água e o banheiro ficam no subsolo e os computadores, no mezanino.
Eu fui toda educada perguntar se alguém queria água, já que eu estava indo descer pra pegar pra mim.
Os desgraçados co-workers pediram. Eu tinha que trazer 3 copos de água grandes e cheios escada a cima.
Eu subo e desço a escada com certa desenvoltura a pesar do medo, em grande parte pq eu me apoio com as duas mãos, uma no corrimão e outra no eixo da escada. Agora tente fazer isso com três grandes copos cheios de água na mão.
E você pensava que ser designer era fácil.
Eu até me saí bem no começo, mas o cagaço começou a falar mais alto. Minhas pernas começaram a tremer e eu vislumbrei a possibilidade de me lascar bonito. Pude ver os copos voando pelo vão livre do escritório, quebrando o silêncio profissional e fazendo uma zona imensa. Aos poucos fui me agaixando de medo na tentativa de obter mais estabilidade e auto-confiaça. Finalmente desisti de tudo e, apavorada, apoiei os copos num dos últimos degraus. A essa altura já não tinha mais coragem nenhuma e atrapalhadamente tentei pegar apenas dois copos e deixar o terceiro no chão.

-” Ih, gente, a Bárbara tá benzendo o chão…”

8/07/2005

Haja paciência

É uma bagaceira mesmo essa minha vida. Voltei próximo à estaca zero. Andei 5 passos e voltei 3.
Bem, pelo menos é, tamos aí, é diplo mesmo, e em cima da hora trocaram o meu orientador. O de antes era enrolado, já conheço bem, tive aulas com ele praticamente todos os semestres. O de agora não conheço bem, mas acho que vai ser enrolado do mesmo jeito, já que ele é orientador de outros 5346 alunos.
Tudo bem. Eu dou conta.
Ando aterrorizando a mãezinha com metas para o ano que vem, que incluem voltar para a graduação e terminar meu diploma em Japonês (já fiz metade do curso, sem brincadeiras, tenho até todas as matérias do primeiro semestre feitas e empoeiradas). Ora, eu que nasci para a mediocridade, não vou ficar me enganando. Vou fazer o que eu gosto e sei lá, vai que acontece alguma coisa.
Estou muito p*&% com algumas coisas e meio ansiosa e um pouco arrependida.
Comprei um scanner pra mim e mais memória pro meu computador. Vamos ver se essa sensação de arrependimento passa logo…

Ninguém entende mesmo o que eu escrevo? Eu tou pensando em parar de me comunicar, pq não faz sentido me comunicar se eu nem isso faço direito!

9/22/2005

Tímida, Tonta e Cansada

Basicamente o que eu quero é que esse old train breaksdown.
Freia, freia, me dá um tempo pra pensar.
A faculdade tá assim, capengando de greve, mas dois dos meus bravos professores continuam dando aula. Eu só tava fazendo três matérias mesmo. Não tou com o mínimo saco pra diplomação, e meu departamento entrou de greve mesmo… Mas é o negócio, quando voltar, não vou ter feito nada rs, é capaz de entrar em parafuso.
O estágio é todo dia, a tarde toda, depois tem aula de noite e aula de japonês. Já faltei duas vezes.
Freia, meleca, freia!
Eu não sei mais o que quero não. Todo dia mudo de idéia. Ainda bem que não tem ninguém me enchendo, me forçando a decidir, nem cobrando que eu siga a idéia que eu tive há duas semanas ou há 4 anos.
Sei que mestrado está fora de questão, se nem projeto de diplomação eu tou com cabeça pra fazer. Me disseram pra falar com uma professora que tem contatos, mas que eu tenho que correr, a mulher nem quer falar comigo pq não me conhece. Ah que saco. Nem sei se quero ir tanto assim. Meu sonho era ir pra GB, mas ô dificuldade…fico pensando se um dia vou ter dinheiro pra viajar o mundo, como eu sempre sonhei.
Ficar na escola é bom por alguns motivos: Tenho altos direitos, tipo meia entrada no cinema (que morro se ficar sem), pensão do papai (mas acho que ele não ia estendê-la pra um segundo curso), desculpa pra não trabalhar o dia todo, aliás desculpa pra não fazer um monte de coisa! “Ela estuda! Quebra o galho dela”, seguro de saúde da melhor qualidade, viver com a mamãe e receber dinheiro da gasolina sem tanto remorso, não ter que comprar roupa boa toda hora, falar bobagem e não se responsabilizar tanto pelas merdas que comete.
Estou tendo esperiências do que é ser adulto, vou te contar, eu queria a experiência toda, esse pedaço com o qual estou tendo contato não compensa.

10/12/2005

Vida de iniciante

Mais Pílulas!

#Eu já tava começando a me achar mais confiante nessa história toda de ser designer, principalmente depois da minha chefe viajar por quase um mês e me deixar sozinha (e histérica) no escritório. Mas aí começaram a aparecer umas paradas… Tipo ela estar concentrada fazendo algo e eu não entender um pedido dela (acontecia muito no outro estágio, as vezes os chefes dão direções que saem do meio de um raciocíno lá deles e você fica com jeito de boba tentando entender sem perguntar demais e acabar deixando-os irritados, o que acontece muito, de qualquer maneira!!!)Pois foi numa dessas que voltou uma prova da gráfica com um texto do crédito errado, pimba! Olha que beleza… “Mas eu achei que você tinha entendido, Bárbara…” Não, obviamente não! Burra! Fiquei com tanto medo de errar e de ficar chamando ela pra olhar se tava certo que acabou errado mesmo!

#Mais tarde no mesmo dia, minha chefe mandou eu comprimir uns pdfs de um trabalho que a gente tinha feito, pq o cliente queria colocar na internet. Aí eu falei pra ela, ué, mas os arquivos nem tão grandes…”Bárbara, você mandou pra eles arquivos em BAIXA*?” Sim, mandei! Geniazona que sou, os arquivos foram em baixa. Não todos, só dois, mas mesmo assim. A geniazona achou que a ferramenta “reduce file size” do Adobe Acrobat reduzia o arquivo misteriosamente, sem reduzir a qualidade. Pense antes de fazer algo que mandam, PENSE! (*baixa é baixa qualidade, tipo uma resolução de 72 pixel por polegada, ao invés da resolução alta, de 300 pixel por polegada, e a mega, de 600 pixel por polegada, que só a casa da moeda consegue imprimir)

#Saindo do estágio, à noite, na escuridão do estacionamento, eu vejo uma mancha branca na porta do carro. “Ai meu deus é chiclete!” Chiclete arregaça a pintura do carro, e do meu carrinho lindo, que não é meu, mas ainda sim é lindo, imaginem meu desespero! A solução? Meter o dedo e ficar esfregando. Hum, não,não me ocorreu que alguém pudesse ter colocado aquilo na boca e depois no meu carro, o que já é bem nojento; também não me ocorreu que outras coisas pudessem ter ficado grudadas no chiclete, não, isso também não. Já haviam se passado alguns segundos e eu continuava esfregando o dedo e nada daquilo se mover. Vocês sabem, chiclete é meio tri-dimensional e deveria estar seco. Hum, parecia mais uma película fosca e fina…branca…quase no teto do carro…HUM…TITICA! Sim, tinha titica no meu carro, e eu estava esfregando o dedo nela. Entrei pensando alto, “cocô de passarinho!” e achei uma garrafinha cheia de água quente (a parte de ser ‘quente’ é presente da sucursal do inferno), molhei o dedo e esfreguei num anúncio do Pão de Açúcar.

# Qual não é a minha supresa ao ver, ontem, ao parar no supermercado, que minhas duas calotas do lado do motorista evaporaram-se! Não acho que tenha alguma coisa a ver com a titica nem com a sucursal do inferno, pra falar a verdade nem sei quando aconteceu, mas me senti muito triste ao ver meu lindo carro sem as calotinhas. Estou tentando não criar nenhuma teoria conspiratória sobre o acontecido.

10/11/2005

Vida de iniciante

Eu tenho muitas historinhas sobre o que é ser designer iniciante e aposto que muita gente já passou por coisas parecidas. Mas acho que meu blog virou quase “centro de apoio ao profissional frustrado”, então acho legal postar algumas, já que são bem engraçadas. Por enquanto, são só umas “pílulas”

# Há mais de um ano tenho visitado o consultório de uma dentista, por conta do maldito aparelho. Na verdade é mais por causa da minha dentição de ogro, mas essa piada estava batida. Continuando. Minha dentista é uma figura prosaica, merece uma prosa, mas vai ser só uma pílula mesmo. Olha eu divagando de novo! É difícil manter o foco com uma mente depressiva. CONTINUANDO. Ela vive me pedindo opiniões sobre o consultório dela. Da última vez, me perguntou que impressora ela comprava. A dela é uma HP 610, foi minha primeira impressora, é realmene muito velha! Ela queria comprar uma laser. Expliquei que laser era desperdício pra ser usada pra uma pessoa…”Mas não é pra mim! É pro consultório TODO!”. Nessa hora eu parei. Como assim, pro consultório TODO? Eu nunca vi mais niguém lá. Sério. Tem duas salas de atendimento, um escritório onde só tem a mesa dela, uma sala de espera completamente ausente de secretária, enfim. O consultório TODO. Respirei fundo e resolvi explicar que uma impressora laser demanda a compra de toner, e que o brilho que ela deseja ver, como o que ela vê em impressões fotográficas de laboratórios de raio-x, pode ser alcançado com uma impressora a jato de tinta sim, depende mais do papel a ser usado. Expliquei que gasta muita tinta e que o papel fotográfico é bem caro. Mas ela ainda tava empolgada em imprimir uma folha daquelas (mostrando um monte de bocas abertas) para cada paciente. Eu já estava de saída, quando resolvi só ter certeza de que ela não ia comprar uma impressora laser colorida: “Não sai por menos de 40 mil, sabia?!” Ela ficou bastante chocada e me deu tchau. Nem sei se custa tudo isso, lembro de, há uns 5 anos atrás, ouvir falar do lançamento de uma laser super hiper com saída para A2 ou algo assim, que era 40 mil dólares. Mas nesse caso, a mentirinha era justificável. Imagine, ela ia encarecer a consulta!

#Tem um motoboy do contador que vira e mexe aparece no escritório pra deixar ou pegar alguns documentos. Como o cara não é nenhum boy, na verdade é até tiozão, eu achei que ele fosse um contador também. Depois de alguns encontros percebi que ele não sabe nada de Ciências Contábeis e não tem muita noção não. Sempre que eu estou lá sozinha, ele começa a puxar papo comigo – se minha chefe é quem está, ele puxa papo com ela – enfim, o cara adora um papo. Vida de motoboy deve ser muito solitária, ainda mais quando você é um mototiozão. Uma vez ele chegou enquanto minha chefe não estava e perguntou, “O quê vocês fazem aqui, hein?” Expliquei que trabalhávamos com programação visual. Ele pareceu entender, e eu fiquei aliviada. “Então é tipo decoraçãaao, paisagismo, né?” Não!!! Não!!! “É…fazemos projeto gráfico…” E ele pareceu entender de novo. Antes de sair, perguntou, “Sua chefe é formada em Decoração?”

#Mais do mototiozão. Dias depois ele volta, e fala logo de cara, depois de eu ter pego os envelopes, com a maior expressão de “ah, eu já saquei tudo!”: “Vocês fazem decoraçãaao, paisagismo, né!”

Estava relendo a introdução deste post e pensei, hum, quem se sentir frustrado pode começar o post dizendo, “Oi, meu nome é fulano e eu sou frustrado!” Aí sim, aqui vira centro de apoio aos frustrados anônimos, o FA. Fram, casa do FA.

Publicado on Maio 24, 2008 at 3:42 pm Comentários (3)

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3 Comentários Leave a comment.

  1. [...] FRAM [...]

  2. Babichaaaaaaaaaaaaannnnn!!!
    Noooossa, qta coisa!!! Meu, tem tanta coisa q já não lembrava! Qtas situações!!!
    *Quase caí da cadeira na cena do “chiclete de titica”!!!!!

    aiai… 2005 hein… Eu tava aih ainda! Noooossa… Parece q faz tanto tempo… Bem… faz mesmo! hehehehe
    Ahhh, eu queria ter a mesma persistência e imaginação pra continuar escrevendo em blogs, mas desanimo mto fácil… tsc tsc tsc

  3. Ressalvada a fase ruim, tem coisas bem engraçadas aqui!


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